Chuva/Lixo: Aguaceiros param Luanda e a população anunciam catástrofe

 

Chuva/Lixo: Aguaceiros param Luanda e a população  anunciam catástrofe
A chuva que desde há vários dias cai impiedosamente sobre a capital mergulhada em toneladas de lixo que continua por recolher, a CNN ANGOLA  confirmou   uma catástrofe na capital Angolana confirmada pela população. Há relatos de desaparecidos, de desabamentos e de inundações de centenas de casas, carros submersos e vias intransitáveis, circulam pela internet, mas o pior pode ainda acontecer, pois o presidente da república João Lourenço não tem vindo a pronunciar sobre que está a passar, várias pessoas morrem entre crianças e adultos nem uma mensagem de condolências para as famílias destes,  a governadora de Luanda não tem também se consolidando com as famílias dos mortos
Por Filomena Moniz Trindade
20 de Abril 2021
A cidade, já de si mal preparada, onde continua a faltar saneamento básico, vê-se a braços com aquilo a que vários cidadãos já chamam “a crise do lixo e da chuva”, iniciada quando a limpeza da capital foi interrompida a 23 de Dezembro do ano passado. E, apesar de o Presidente da República ter autorizado, em Fevereiro, uma despesa de 34,8 mil milhões de kwanzas (cerca de 53 milhões USD) e a abertura de um procedimento de contratação emergencial para limpar Luanda, de ter sido aberto um concurso público, e de ser anunciado onde já existem novas empresas de recolha de lixo infelizmente não possuem meios eficazes, em Março, pelo Governo Provincial (GPL), liderado por Joana Lina, que sete empresas já estão  começar a recolher o lixo em Luanda, cabendo à ELISAL EP manter limpo o município de Luanda, o processo continua inquinado.
Neste espaço de tempo, a capital ganhou centenas de “aterros” improvisados, com toneladas de lixo amontadas um pouco por toda a parte, desde a periferia ao centro da cidade.
A chuva encarregar-se-á de arrastar as toneladas de lixo que se foram acumulando nas valas de drenagem ou cursos naturais de água que atravessam a cidade de Luanda até ao mar, destruindo tudo à sua passagem e resultando depois em doenças e mortos que os luandenses são vítimas da mal governação do MPLA.
O presidente João Lourenço e a governadora Joana Lina tem sido amplamente criticada quer por cidadãos quer pelo maior partido da oposição, UNITA, que na semana passada pediu a intervenção urgente do Chefe de Estado para resolver a “presente crise do lixo”, que considera ser “responsabilidade directa do Presidente da República e da sua auxiliar, a governadora de Luanda Joana Lina”.
Os deputados do principal partido da oposição evocaram a tragédia de 2016 “em que a combinação malária/febres hemorrágicas matou mais de 15 mil pessoas em pouco mais de três meses”, para acusar as autoridades de “assistir passivamente à formação da tempestade para depois correr atrás das consequências, com custos mais elevados”.
Entretanto, as comissões municipais de protecção civil estão no terreno para fazer o levantamento dos dados do impacto das chuvas, mas, em declarações à Rádio Nacional de Angola, Faustino Minguês, deixou apenas um apelo à população: que redobre cuidados.
Joana Lina aguarda, segundo o director do gabinete de comunicação institucional e imprensa do Governo Provincial de Luanda, Ernesto Gouveia, que os dados das comissões municipais de protecção civil cheguem à sua secretária para tomar as medidas que considere necessárias,a chuva do dia 19 de Abril matou 14 pessoas e causando vários estragos em Luanda.

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