A História do El Clásico – Real Madrid x Barcelona

 A História do El Clásico – Real Madrid x Barcelona

El Clásico, ‘The Classic’ ou simplesmente Real Madrid x Barcelona. Não importa como você chama, apenas como você sente o jogo que é na atualidade, o confronto mais aguardado pelo público depois das principais partidas da Copa do Mundo e da UEFA Champions League. Aliás, a expressão Jogo de Futebol parece pouco, perto da magnitude deste embate, que carrega em si toda a história e o orgulho de dois povos.

Por Moussa Garcia

01 Maio,2021

Para muitos, El Clásico é a continuação da Gueerra Civíl Espanhola. Para outros uma benção do céu, que sempre foi o palco de alguns dos maiores nomes da história o futebol ao longo dos tempos: Santiago Bernabéu, Alcântara, Samitier, Di Stefano, Puskas, Gento, Cesar, Suarez, Kubala, Fuste , Pirri, Cruyff, Maradona, Butragueño, Sanchez, Bakero, Laudrup, Suker, Raul, Zidane, Casillas, Rivaldo, Romário, Koeman, Guardiola, Stoichkov, Hagi, Figo, Ronaldo, Beckham, Ronaldinho, Xavi, Iniesta, Cristiano Ronaldo, Messi, Dí Maria, Neymar, Suárez.

O Real Madrid foi fundado por Estudantes oriundos da Inglaterra em 1902. É comum ver o Real Madrid relacionado à alta classe madrilenha e a realeza, especialmente após 1920, quando o rei Afonso XIIII deu o título da realeza à equipe, concedendo o uso do nome Real e da Coroa no emblema.


Já o Barcelona foi fundado pelo suíço Hans-Max Gamper Haessig, conhecido na Catalunha como Joan Gamper. Um praticante do futebol, que também chegou a se aventurar no Rugby, ele se mudou para Barcelona em 1898, onde foi fundador da revista Los Deportes, na qual publicou a intenção de fundar um novo clube de futebol na cidade. A partir deste anunciado, 11 fanáticos compareceram ao endereço apresentado para o comparecimento dos interessados na matéria, dando origem ao hoje Gigante clube Catalão.


Apesar das distâncias entre Madrid e Barcelona separarem as duas agremiações, a representação das duas as aproximam. O Barça é o orgulho Catalão,  enquanto o Real representa o nacionalismo espanhol. Para se ter uma idéia, em 1936, perto do início da Guerra Civil Espanhola, as tropas do general Franco, um então futuro ditador fortemente ligado ao Real Madrid, prenderam e executaram sem julgamento, o presidente do Barcelona, ​​Josep Sunyol i Garriga. Em abril de 1939, quando Franco chegou ao poder, seus aviões bombardearam Barcelona, e os dialetos e costumes regionais, incluindo a língua catalã e a bandeira da Catalunha, tiveram seu uso proibido.

Franco também obrigou o Barcelona a mudar seu nome, para Club de Futbol Barcelona, e os jogadores do Barça foram obrigados a fazer a saudação fascista durante o hino nacional antes da Final da Copa do General de 1942 (algo que também aconteceu com os ​​jogadores do Athletic Bilbao, forte marca do orgulho basco).

Franco tentou utilizar o Real como símbolo da força espanhola, se apoiando também em todo o seu sucesso para fortalecer a sua imagem, algo que Hitler já havia feito na Alemanha com o Schalke 04.

Os confrontos entre Real Madrid e Barcelona, no entanto, datam do começo do século passado, se iniciando bem antes da Era Franco. O primeiro deve ter acontecido por volta de 13 de maio de 1902, na semi-final da Copa de la Coronación, um torneio amistoso, que foi o grande o precursor da atual Copa do Rei. A partida foi disputada no Hipodromo de Madri e teve o Barça como vencedor. Já a primeira partida pela Liga Espanhola aconteceu no dia 17 de Fevereiro de 1929, e teve o Real vencendo por 2 x 1.



Um dos melhores “El Clasicos” da História foi sem dúvida o empate em 5 x 5, ocorrido no dia 10 de janeiro de 1943, mesmo ano da maior goleada do confronto, um 11-1 do Real no dia 13 de junho de 1943. Já a maior goleada do Barcelona foi um 7 x 2 na temporada 1950/51.


Em 1916, Real Madrid e Barcelona se enfrentaram nas semifinais da Copa do Rei. Sem desempate por prorrogação e pênaltis na época, foram necessários incríveis quatro partidas para as duas equipes desempatarem o confronto. E após quatro jogos  e muita polêmica, o Real foi quem se classificou para a decisão, onde acabou derrotado pelo Athletic Bilbao, em outro confronto cheio de rivalidades entre regiões hispanas.


Os anos de 1950 foram uma marco na História desta grande rivalidade. Sobretudo por conta de um nome: Alfredo Di Stéfano. Após uma greve geral de jogadores na Argentina, seu país natal e onde defendia o River Plate, ele foi atuar no Milionários de Bogotá. Depois disto chegou a acertar sua ida para o Barcelona. Só que o presidente do Real Madrid, na época, Santiago Bernabéu, acabou atravessando a negociação, com uma “mãozinha” do General Franco. A questão foi parar até na FIFA, que determinou que Di Stéfano atuaria dois anos no Real e dois anos no Barça, que não aceitou a condição. Com isto, “la Saeta Rubia” foi mesmo para o Real

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