Tentáculos do valerioduto complicam governo angolano o assalto ao Banco Nacional de Angola

          ” As investigações sobre o valerioduto devastaram o núcleo central do governo do Ex-Presidente Lula, atravessaram o Atlântico e, agora, podem se transformar num campo minado também para o governo do Ex-presidente de Angola, José Eduardo dos Santos.

Documentos em posse do CNN Angola confirmam os governantes angolanos 

Washington DC,12 Maio,2021

Por Wilson Ambrosio Barros

Na busca dos tentáculos internacionais do empresário Marcos Valério de Souza, os investigadores do caso esbarraram em 21 remessas do Trade Link Bank, uma offshore ligada ao Banco Rural com sede nas Ilhas Cayman, para o Ex-ministro das Finanças de Angola, José Pedro de Morais Júnior, e para o Ex-presidente do Banco Nacional (o Banco Central daquele país), Amadeu de Jesus Castelhano Maurício, dois dos principais integrantes da equipe econômica de Santos.

No total foram remetidos para contas das duas autoridades cerca de US$ 2,7 milhões. Com estreitas ligações com o Banco Rural, o Trade Link Bank está no centro das investigações sobre o suposto mensalão do PT para parlamentares da base, o mais rumoroso escândalo do governo Lula.

Mas isso não significa que o valerioduto mandou dinheiro para Angola. O que investigadores acreditam é que o dinheiro enviado para as autoridades angolanas apenas pegou carona no mesmo esquema de movimentação de recursos no exterior. Os papéis não registram quem são os pagadores que recorreram ao Trade Link.

Quem e por que

Mas os investigadores consideram as operações suspeitas e apuram vínculos de empresas brasileiras com os políticos locais. Eles querem saber quem autorizou as transferências e por que o esquema recorreu a uma off-shore com sede num paraíso fiscal.

Pelos extratos obtidos com a quebra do sigilo bancário da Trade Link nos Estados Unidos, a off-shore fez 20 remessas no valor aproximado de US$ 2,6 milhões para contas do ministro Pedro de Morais entre 2003 naquele ano. As remessas variam de US$ 76 mil a US$ 360 mil.

O Ex-chefe da assessoria de imprensa do Ministério das Finanças, Bastos de Almeida, disse que Pedro de Morais só deve se manifestar depois da publicação desta reportagem.

Bastos disse que nada sabe sobre as supostas transações de Pedro de Morais com a Trade Link. Mas alega que, pela legislação angola, administradores públicos podem receber até 15% do valores dos negócios que ajudam a concretizar. “Há pagamentos que são legais. Nem tudo é corrupção”, afirmou Bastos

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