Caso Thomasz Dowbor: Cidadã brasileira lamenta ‘desprezo’ e ‘conivência’ da justiça angolana.

Ellen Andrade da Silva, Ex-esposa do empresário e PCA do grupo Boa Vida, Tomazs Dowbor, cidadão polaco nacionalizado angolano, lamenta o abandono em que está submetida por parte da justiça angolana, e pede apoio de quem de direito, para que possa ter uma vida normal, “direito de ir ao Brasil e regressar quando entender”, uma vez que diz estar viver cárcere privado.

Ellen teve uma relação de 4 anos com Tomazs Dowbor e tem um filho com a mesma idade, por sinal especial (transtorno do espectro autista).O assunto que Já foi publicado em vários órgãos de imprensa, e continua a ser ‘ignorado’ pelos órgãos de soberania.

Ellen fez um enquadramento dos últimos episódios desta contenda, alegando que continua sem poder sair de Angola pois, veio por intermédio da Empresa Selectiva, onde esteve a trabalhar até o desvinculo, e depende de Tomazs para ter o visto que lhe possibilita sair e entrar no país.
 

“Eu tenho uma filha mais velha que estuda, quando o mesmo senhor havia assinado um documento de salvaguarda dos estudos da menina, enquanto estiver em solo angolano”, disse, portanto, uma vez que há separação, Tomazs renúncia o direito de pagar os estudos da irmã do seu filho, antes assumido.

 “A minha filha está ilegal há dois anos, estou impedida de trabalhar, uma vez que tenho estar sempre atenta ao meu filho”, observou.

Ellen clama por liberdade que diz não conseguir, enquanto haver esta ligação.

 “Já bati à porta de vários órgãos de soberania como a Serviço de Migração e Estrangeiros que alega não haver visto de pai separados, fui a OMA, PGR e SIC e não conseguem resolver esta situação”, a cidadã brasileira, alega que Tomazs é muito influente e perigoso, e consegue sempre ludibriar ou corromper quem lhe faz frente.

Ele alega que paga milhões para mim, quando na verdade dá apenas 300 mil mensal, que serve para as despesas da casa, alimentação especial para o filho, acessório para terapias e vestuário. A casa onde vivo, um T3 no kilamba, está em péssimas condições, o motorista é do grupo Boa Vida, o coitado está há três meses sem salário, temos dívidas de água e luz, ele, na verdade, dá o dinheiro para pagar as despesas do seu filho, e não a mim”, desabafou.

De acordo com a senhora, o seu filho, Vito sofre de autismo nível 3, que é muito complicado, uma vez que não tem cura, apenas pode ser acompanhado, e tem terapias diárias.

“Passo por várias dificuldades por não poder trabalhar sem o visto”, lamentou.

Controlador compulsivo

Segundo a nossa entrevistada, Dowbor paga inclusive pessoas do prédio, como o porteiro, para lhe controlar.

Tenho um processo a decorrer contra ele no SIC-Luanda, mas, na acareação do SIC ele nunca se faz presente, não sei quem protege o Tomazs, só sei que ele é bem protegido cá em Angola”.

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Ellen da Silva diz que quase todas as empresas do empresário polaco naturalizado angolano, estão em nome de segundos ou terceiros… “nunca perguntaram porquê?”, questionou.

Chantagens

Com todos os problemas que temos, ele sempre alega que existe um documento para dar residência ao próprio filho, uma vez que estamos na renda, mas, para que isso aconteça exige que antes eu vá a público pedir desculpas ”, explicou.

Ataques cibernéticos

Ellen denuncia que há dias sofreu um ataque cibernético nas suas contas das redes sociais, tanto pessoal como profissional, que as deixaram bloqueadas

Os hackers pedem mil dólares para o desbloqueio”, Ellen lamenta que o Ateliêr de costura que lhe dava algum sustento desde que começou esta guerra com Tomazs, esteja agora bloqueada.

“Tenho que recomeçar do zero, preciso de um trabalho, mesmo que informal, tenho mais de 30 clientes pendentes a espera de respostas e produtos”, a senhora diz que não tem dúvidas de quem está por detrás disto é o ex-marido, por isso clama por ajuda da justiça Angolana.

Contactada a assessoria do empresário polaco na última semana de Janeiro, que havia-nos garantido que a cidadã teria o visto de passagem para o Brasil ainda naquela semana.

Um documento posto a circular na rede social Whatsapp, mostra que o cidadão já emitiu um documento para que a ex-mulher possa viajar, porém a mesma alega não ter contacto directo com a documentação.

O Jornal contactou o Porta-voz da PGR, Álvaro João, para saber sobre o processo remetido contra Thomasz, mas este mantém-se em silêncio .

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