O “crime sem castigo” de Matos Cardoso e a sua inexpugnável mansão na restinga das Palmeirinhas

O antigo Presidente do Conselho de Administração da Feira Internacional de Luanda (FILDA), Matos Cardoso, decidiu optar pela “discrição” para evitar o incómodo das autoridades judiciárias, depois de ter prejudicado o Estado angolano em biliões dólares com a sua gestão à trouxe-mouxe” daquele patrómino nacional. A “discrição” vai ao ponto de ter adoptado um rígido protocolo de segurança que tem dado muito falar em determinados círculos da “socialite” angolana. É que quem se desloca à “mansão” de Matos

Cardoso, na Ilha do Mussulo, é obrigado a deixar o telefone celular nos cais de desembarque com os seguranças.

O objectivo – de acordo com uma fonte deste jornal que visitou a mansão na restinga das Palmeirinhas (Mussulo) – é o de se evitar que se fotografe ou se façam filmagens da sua luxuosa estância. “O protocolo de segurança do Palácio Presidencial me parece ser menos rígido que o adoptado por Matos Cardoso para manter a discrição. Ninguém se sente confortável a ser obrigado a deixar o seu telefone quando visita uma pessoa conhecida. Só faz isso quem tem algo a temer ou culpa no cartório”, desabafou a fonte deste periódico.

Matos Cardoso foi afastado, em 20015, do cargo de Presidente do Conselho de Administração da Feira Internacional de Luanda (FILDA) por decisão do Tribunal Supremo por alegada má gestão e desvios de avultadas somas de dinheiro.

Sem ter sido responsabilizado civil ou criminalmente, Matos Cardoso divide a sua vida entre Luanda e Miami (EUA), onde reside a sua família.

Enquanto isso, as instalações da Feira Internacional de Luanda (FILDA) foram transformadas num “aterro sanitário”, depois de uma gestão que a levou à falência, trabalhadores ao desemprego.

Há mais de vinte dias que “O Kwanza” tem tentado contactar Matos Cardoso, por telefone, para dar a sua versão dos factos ora relatados, mas em sucesso.  

Jornal O Kwanza

 

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