ELEIÇÕES DE 24 AGOSTO UNITA & ADALBERTO COSTA JÚNIOR CONFIRMAM SUPREMACIA VITORIA INDISCUTIVEL

Alternância,  Crescimento Económico e Combate ao Desemprego vão  Determinar Eleições do dia 24 de Agosto

Assuntos como o Combate ao Desemprego e o Crescimento Económico, deverão ser considerados como fundamentais e prioritários, pelo próximo governo que sairá do pleito eleitoral de 24 Agosto. Segundo dados apurados pela AngoBarómetro na sondagem de opinião, realizada no período de 9 á 15 de Agosto do ano em curso, 28,89% dos 4.198 participantes considera os itens ora mencionados, como sendo questões prioritárias numa lista de 6 itens estruturantes, em análise  neste inquérito especial, na véspera daquelas que já são consideradas como sendo as mais concorridas eleições de sempre. Em segunda posição está o crescimento económico com 26,87%, seguido da melhoria do sistema de educação com 19,08%. 

Enquanto isso, a bandeira do combate à corrupção, foi relegada para a 4ª. posição das prioridades com apenas 14,91%, enquanto a melhoria do sistema de saúde está classificada na quinta posição com 8,29% e  o combate à criminalidade é tida pelos inquiridos como última prioridade da lista com apenas 1,95%.

UNITA E ACJ CONTINUAM NA LIDERANÇA 

DAS INTENÇÕES DE VOTO

Aos inquiridos lhes foi solicitado a atribuir competências às formações políticas nas diferentes áreas alistadas e consideradas estruturantes no ponto de vista de políticas sociais e económicas do país. Assim sendo, à pergunta sobre qual dentre as formações políticas poderá melhor combater a corrupção, 61,07% dos 4198 respondentes considera a UNITA como a força política mais bem posicionada para combater este fenómeno, contra apenas 21,29% de opiniões favoráveis ao MPLA. 

Apesar do combate à corrupção ter sido o “cavalo de batalha” no mandato de João Lourenço, agora findo, a percepção é de que ela é tida como um flagelo no seio do partido maioritário que não consegue combatê-lo devido à excessiva partidarização dos órgãos do Estado e sobretudo da justiça. As restantes agremiações políticas jogam um papel menos preponderante neste quesito.

EQUILIBRIO NAS COMPETÊNCIAS ECONÓMICAS

Relativamente ao partido que melhores garantias oferece quanto ao alavancar do sector económico, aqui nota-se um acentuado equilíbrio, onde a UNITA é premiada com 45,28% dos inquiridos contra 40,88% para o MPLA. Já no que se refere ao combate ao desemprego juvenil, a UNITA supera em 15 pontos percentuais seu principal adversário político de, granjeando a simpatia de 46,01% dos participantes contra 30,82% do até aqui, maioritário na Assembleia Nacional, na Legislatura finda . Procurou-se igualmente saber junto dos participantes a formação política que se apresenta em melhores condições para melhorar os sistemas de educação e de saúde. Neste domínio, a UNITA é creditada com 49,90% contra 30,40% do MPLA.

EXERCÍCIO DE VOTO 

Atendendo as expectativas em torno das próximas eleições de 24 de Agosto de 2022, espera-se de acordo com os dados apurados nesta sondagem uma participação maciça do eleitor. À pergunta sobre se o eleitor pensa exercer o seu direito de cidadania no pleito eleitoral, 94,38% dos 4198 inquiridos respondeu afirmativamente contra 3,17% , enquanto os restantes 2,45% declara-se ainda indeciso. 

Comparativamente aos dados do inquérito realizado em Fevereiro do ano em curso, nota-se uma estabilidade nas opiniões afirmativas, enquanto o número de juízos negativos sofreu uma ligeira alteração passando de 2,08% em Fevereiro para 3,17% na actual sondagem. Os valores dos indecisos baixaram de 3,04% para 2,45%. (Gráfico 1)

ALTERNÂNCIA POLÍTICA À VISTA

Questionado sobre uma possível alternância política em 24 de Agosto,  83,87% (76,36% em Julho e 71,89% em Junho de 2022) dos inquiridos acredita nesta probabilidade enquanto 12,43% (17,48% em Julho e 25,35% em Junho 2022) é de opinião oposta e 3,70% (6,16% em Julho) sem opinião. Comparando com os dados apurados em Julho passado, regista-se um considerável aumento na ordem de +7,51% de opiniões que acredita na alternância e as opiniões contrárias tiveram uma drástica queda de -5,05% na actual sondagem.

PREFERÊNCIAS PARTIDÁRIAS

Quanto à preferência partidária, o partido que sustenta o Executivo cessante, voltou a cair nas intenções de voto, enquanto seu pricipal desafiador continua a liderar. Do universo de 4.198 participantes, 30,39% renovaria a sua confiança ao MPLA, mas 56,25% atribuiria o voto de confiança à UNITA. Já o PRS obteria 3,95 % de votos, a CASA-CE atingiria 5,97%, a FNLA com 1,15% e a APN com 0,98%, o PHA (Partido Humanista de Angola) com 0,81% e P-NJNANGO com 0,51%.Comparando com os resultados do inquérito realizado em Julho passado, constata-se que a UNITA teve um ganho de 2,48%, contabilizando actualmente 56,25% (53,77% em Julho) enquanto o seu principal adversário perde 4 pontos percentuais, passando de 34,59% em Julho para 30,39% nesta pesquisa. Por sua vez, a CASA-CE viu melhorar seu resultado na ordem de 0,76%, totalizando 5,97% contra 5,21% em Julho de 2022. O PRS manter-se-ia estável com 3,90%, a FNLA com 1,15% e a APN com 0,98%, o PHA com 0,81% e o P-NJANGO com 0,51%. (Gráfico 2)

ADALBERTO C.  JÚNIOR O FAVORITO DOS INQUERIDOS

Se é certo que o candidato do MPLA, João Manuel Gonçalves Lourenço(JLo), tem vindo a levar a cabo uma penetrante campanha aliada à promessas em todos os sentidos, não é menos verdade que, ainda assim, ele não tem conseguido atingir os níveis necessários de aceitacao,  para poder suceder-se a si próprio na magistratura suprema da Nação. Contrastando os dados acima mencionados com os da preferência dos actores políticos, nota-se que o actual inquilino da Cidade Alta, tao somente consegue congregar 30,22% num universo de 4198 participantes, contrariamente ao Presidente da UNITA aliado numa chamada Frente Patriótica Unida-FPU, Adalberto da Costa Júnior, a quem foi conferido 56,45% dos votos expressos, mais 2 pontos percentuais em comparação ao levantamento efectuado em Julho de 2022 (54,38%), continuando assim á frente na lista de preferência de cabeças de lista. 

Manuel Fernandès da CASA-CE com 5,97% dos votos expressos, mantendo-se estável na terceira posição, seguido de Benedito Daniel do PRS na quarta posição com 3,47%, Nimi-a-Simbi da FNLA com 1,35%, Quintino Moreira da APN com 0,94%, Florbela Malaquias do PHA e única mulher na corrida às presidenciais consegue agregar a seu favor 1,18% e Eduardo Dinho Chingunji do P-NJANGO em último lugar com 0,42%. 

Perguntado sobre as razões da escolha, 35,68% diz ter feito sua escolha por simpatia para com o cabeça de lista, enquanto a maioria absoluta, 53,09% fá-lo por convicção política. Interessante aqui mencionar que apenas 1,73% partidária terao baseado sua escolha por militância partidária, enquanto 0,48% por influência familiar e 9,03% nao manifestaram qualquer opinião. Confrontando os dados sobre a razão da escolha e as preferências partidárias, pode-se concluir que os votos por simpatia para com o cabeça de lista penalizam o MPLA, devido à deterioração da imagem do seu cabeça de lista confirmando-se as tendências globais segundo as quais a simpatia ou a antipatia para com o candidato, podem influenciar positiva ou negativamente a escolha dos eleitores. Outro factor que contribui na deterioração da imagem do líder do MPLA reside por um lado no facto de ter cometido inúmeras “gafes” e excessos de na linguagem utilizada na transmissão de sua mensagem.

FUGA AO DEBATE TELEVISIVO PENALIZA 

JOÃO G. LOURENÇO

 

Relativamente ao debate televisivo, se é verdade que 31,68% concorda e julga a decisão de João Lourenço como sendo legítima, uma esmagadora maioria de 62,37% não concorda e julga que ele teria defraudado as expectativas do povo soberano que, queria ouvir e ver por parte de ambos principais concorrentes, debatidas matérias estruturantes da vida pública nacional.

PARTICIPAÇÃO POR ÁREA DE RESIDÊNCIA 

De uma amostra representativa de 4. 198 inqueridos, 76,87% sao homens enquanto 23,13% mulheres. (Gráfico 3)

Quanto à faixa etária, a de 18 a 25 anos manteve uma participação na ordem dos 14,81%, continuando a faixa dos 26 a 35 anos a liderar com 52,35%, seguida da dos 36 a 45 anos com 23,81% de respondentes, a de 46 a 55 anos com 5,66% e finalmente a de 56 ou mais anos com uma taxa de participação de apenas 3,37%. (Gráfico 4)

Em termos profissionais, a classe de funcionários públicos teve uma participação de 28,92%, os de sector privado e/ou informal com 34,37%, os estudantes com 10,27% de participação, os desempregados com 13,81% e outros com 12,63%.

No respeitante á habilitações literárias, 57,18% afirma ter concluído o ensino superior, 29,39% o ensino médio e/ou técnico profissional e 13,43% o ensino geral. (Gráfico 5)

Luanda e sua periferia, continuam a liderar com uma participação de 47,95%, seguida da região centro com 15,79%, a região norte com 11,29%, a região sul com 11,51%, a região leste com uma participação de 6,86% e a diáspora com 6,60%. (Gráfico 6)

A liderança da região de Luanda e periferia, que alberga quase um terço da população do país, é justificável na medida em que ela tem beneficiado de melhores infraestruturas e de uma cobertura quase completa de rede de telecomunicações por constituir o centro político de Angola, apesar de existirem ainda algumas localidades com deficiente acessibilidade.

A margem de erros desta sondagem foi calculada em 2,5%, englobando um nível de confiança de 95%, baseados numa amostra de 14 milhões de eleitores (meta do registo oficioso), seguindo os padrões aritméticos recomendados para o efeito, num ambiente de 4.198 respondentes.

Amostra: 4.198 Respondentes de aprox.14.000.000 de Eleitores

Período: 09 á 15 de Agosto 2022 

Margem de erros: 2,5% á 3,0%

Nível de confiança: 95%,

Equipa

AngoBarómetro

 

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