Omatapalo chamada Pela primeira vez na operação “tapa-buracos”

Omatapalo chamada Pela primeira vez na operação “tapa-buracos”

Pela primeira vez, trabalhos paliativos chegam a fazer parte das chamadas obras de subordinação central, estando “alojados” no programa emergencial financiado por uma entidade estrangeira.

Empresa que executa projectos para várias décadas <<rouba>> oportunidade aos pequenos, forçados a demitir pessoal em consequência do que se associa ao fenómeno acumulação de capital. Governo de Benguela justifica estratégia para o ataque aos buracos nas vias, mas não afasta observações críticas.

Da operação “tapa-buracos” em estradas das cidades de Benguela, Lobito e Catumbela, em curso há duas semanas, salta à vista, para lá da incapacidade das administrações municipais, a presença da Omatapalo, dona de grande parte das obras do pacote de 415 milhões de euros, numa empreitada que, segundo observações de industriais de construção, ajuda a explicar a concentração de negócios num  cenário de falência de pequenas e médias empresas locais.

Omatapalo chamada Pela primeira vez na operação "tapa-buracos"
Omatapalo chamada Pela primeira vez na operação “tapa-buracos”

Não se trata, como explicou, quando abordado pelo NJ, o vice-governador para a área Técnica e de Infra-Estruturas, Adilson Gonçalves, de uma “obra propriamente dita”, mas nem isso baixa o tom da crítica, O técnico António Manuel, que também vê falhas na forma como se executa este “tapa-buracos” sublinha que nada justifica a exclusão de firmas a braços com dificuldades que decorrem da falta de obras

“É por esta via que o Estado deve empoderar os pequenos, ate porque, apesar de paliativo e pontual este trabalho envolve fundos públicos” realça acrescentando que, em situação normal, estes remendos nas vias publicas estariam a cargo das Administrações,

A Omatapalo a tapar buracos, com máquinas e homens em diferentes pontos das principais cidades, suscita críticas também em círculos políticos, havendo insinuações de “acumulação primitiva de capital”, um fenómeno muito criticado pelo economista Filomeno Vieira Lopes, membro da Frente Patriótica Unida (FPU).

Tal como o engenheiro António Manuel, o arquitecto Felisberto Amado, professor universitário, lembra que se trata de uma “medida paliativa”, sublinhando que as estradas de Benguela, Catumbela e Lobito, mesmo no  casco urbano, precisam de uma intervenção de fundo.

Fonte: NOVO JORNAL

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