JORNAL FACTOS DE ANGOLA NACIONAL Cláudio Santos diz a minha próxima meta é ser Presidente do MPLA

Cláudio Santos diz a minha próxima meta é ser Presidente do MPLA

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Família de “Nandó” apresenta movimento cívico “CHEGAMOS”

Cláudio Dias dos Santos (CDS), tem 47 anos de idade diz que há muito que o País entrou em falência, que as contas até então apresentadas publicamente “estão erradas” e que o governo liderado pelo Presidente João Lourenço “mente nos discursos”.

“Angola está falida e o governo mente nos discursos”


O filho de Fernando da Piedade Dias dos Santos, que nos sucessivos governos de José Eduardo dos Santos, chegou à número dois do Executivo, sabe que para chegar à Presidência da República precisa, antes, conquistar a simpatia e a confiança de Eduardistas e dos Lourencistas, desafio que antevê ser doloroso, mas alcançável. Criar um partido político ajustado à raiz do MPLA é uma porta de escape na manga.


Que análise faz do estado actual da nossa economia?

Cláudio Dias dos Santos – Em português simples e directo, posso afirmar que Angola está falida e o governo mente nos discursos. As contas apresentadas estão erradas e posso explicar como e porque.

Como justifica essa afirmação?

CDS – Podemos ser membros de todas as organizações do mundo um país que não produz nada não consegue suportar uma desvalorização de 100 para 1000 como a que temos e se não estou certo, provem com números que Angola tem saúde Economico/Financeira.


É verdade que a andou a desalojar cidadãos estrangeiros no condomínio Dolce Vita ?

CDS – Isso é falso


– É um empresário bem sucedido. Em que medida este sucesso decorre da posição que o seu pai ocupou no aparelho do Estado?

CDS – Quando se é filho do Nandó, não se sabe onde começa a tua competência pessoal e onde começa a influência do teu pai nas tuas coisas. Desde pequeno aprendi a viver como um demérito para diminuir a dor da ausência do elogio sincero mas não esqueci-me de trabalhar para conquistar algumas coisas.

Sendo filho de um político que ocupou cargos relevantes no aparelho do Estado, por quê é que preferiu os negócios ao invés da política?

CDS – Tenho 47 anos de idade e estou na gestão de empresas há 23 anos. Entendi que seria mais útil servir o País e aos angolanos gerindo empresas.

Qual é a sua trajectória nas estruturas do MPLA ?

CDS – Sou militante desde os tempos da OPA, Organização dos Pioneiros Agostinho Neto. Desfilei no primeiro de Maio a pé e fardado. Participei no círculo de interesse da polícia de trânsito. Era um daqueles miúdos que nos desfile estava fardado ao lado da minha família, nos anos 92, organizamos passeatas, e de noite colva panfletos do MPLA na estrada e nas paredes dos nossos vizinhos.

Tem militância activa?

CDS – Sou mais que activo. Se assim não fosse, não tinha parado de estudar no dia em que mataram o fundador da UNITA, Drº. Jonas Malheiro Savimbi. Neste dia, entendi que era mais útil ajudar a reconstruir o País através dos negócios do que terminar a minha licenciatura. E não me arrependo de não ter terminado a faculdade.

O que o motivou a anunciar a candidatura à liderança do MPLA ?

CDS – Quem me conhece sabe que sou um político por excelência emprestado as empresas. Com um pai como o meu, se entrasse antes na vida política teria sido um fogo que ia durar o tempo da saída do meu pai da política activa neste entendimento optei por esperar a hora certa e a hora certa é essa …

O que julga ser pertinente mudar nas estruturas do MPLA?

CDS – Eu já avancei. Estou apenas a trabalhar para mobilizar eleitores dentro e fora do partido. Não gosto de ser liderado quer no partido como no País, por um homem que o Chefe dele é que lhe mandou ser Presidente. Quero assumir um compromisso com os meus eleitores e não viver escondido atrás dos militantes do partido. Quero e vou rejuvenescer o partido, ajustando-o aos desafios e dias de hoje, restabelecer a concórdia, promover o diálogo, realinhar o discurso, exigir o comprometimento. Vou repescar o antigo slogan “O MPLA é o povo e o povo é o MPLA”. Vou também democratizar o partido, acabar com o voto de dedo no ar e o comportamento do culto ao chefe.


Como é que os jovens do MPLA encararam esta decisão?

Tenho recebido muito apoio, e carinho dos jovens angolanos, Eles entendem o meu discurso e o meu posicionamento, e é por isso que vou ganhar.

Que futuro augura para os jovens angolanos?

Vou colocar Angola na rota do desenvolvimento, vou criar oportunidades de Cabinda ao Cunene e do mar ao Leste. Vou trabalhar para trazer ao País a prosperidade, a riqueza, o bem-estar e muita felicidade.

Tem alguma referência política em Angola?

Em Angola gosto do presidente Neto, que é para mim, o líder incontestável. Considero o Presidente dos Santos, como lhe chamava o Drº. Savimbi, um dos maiores estrategas do mundo, embora, a dada altura, tenha ficado zangado quando indicou o Engº. Manuel Vicente como candidato à vice-Presidência da República, em detrimento do meu pai. Contudo, fiz as pazes com o Presidente dos Santos antes do seu passamento físico.

Nos últimos dias tem sido muito activo nas redes sociais e um dos alvos é o senhor Ministro do Interior. Sente-se injustiçado?

CDS – O ministro não tem sido alvo estou a recorrer a ele para que se reponha a legalidade de uma ilegalidade que está a acontecer no ministério dele.

O Ministério do Interior, foi por muitos anos dirigido pelo seu pai. O ministro Laborinho foi colaborador do Ministro Nandó. O que se está a passar de concreto ?

CDS – Ele não sabia do que se estava a passar mas agora já sabe ao detalhe do que se passou do que está a passar e vai agir em conformidade.

Como classifica o movimento cívico chegamos. Quem são os integrantes Estamos diante de um movimento formado por pessoas desapontadas com o MPLA ?

CHEGÁMOS.AO é o meu movimento cívico onde vou apresentar o meu programa de governação do MPLA e os seus integrantes são todos aqueles que concordam comigo e não vamos trabalhar apenas com pessoas desapontadas com o MPLA somos, transversais a todos angolanos

É pouco conhecido pelas bases do partido

CDS – Não conheciam tão bem. Mas Agora já conhecem e a minha próxima meta é ser Presidente do MPLA.

Fonte: Luanda Post

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