MPLA precisa ‘renovar’ cabos eleitorais para novos desafios em 2027

A sugestão é de um conhecido militante do Comité Provincial de Luanda do MPLA, mas que pediu para não ser identificado, por não  estar autorizado para falar sobre o assunto

O desaire eleitoral do MPLA em Luanda, maior praça eleitoral do país, em que perdeu para o seu principal adversário político, a UNITA, nas eleições gerais de Agosto de 2022, ainda não foi bem gerido no seio do Partido que sustenta o Governo. Para dar uma reviravolta ao desempenho pouco favorável do último pleito eleitoral, fonte do Partido dos ‘camaradas’ defende o regresso dos antigos e a criação de novos cabos eleitorais, tendo em conta os novos desafios que se têm pela frente, as autarquias e as eleições gerais de 2027, para apagar a imagem pálida registada no último pleito eleitoral.
Embora ainda faltem quatro anos

MPLA precisa ‘renovar’ cabos eleitorais para novos desafios em 2027

Para as próximas eleições gerais, este militante, que falou sob anonimato, diz que a derrota em Luanda foi um alerta para o seu partido, pelo  que deve preparar-se melhor para enfrentar as eleições autárquicas e, posteriormente, às eleições gerais, admitindo que não será fácil recuperar os três lugares perdidos, caso não se repense no que falhou para que o seu arquirrival o suplantasse.
Para contornar a situação, a fonte, uma antiga figura do MPLA, em Luanda, entende que a direcção central do Partido deve ‘recuperar’ os seus principais cabos eleitorais, que, nas eleições anteriores (2008, 2012 e 2017), tiveram um papel fundamental de mobilização, antes e durante as campanhas eleitorais em cujos processos o MPLA teve sucesso.

Nas últimas eleições, fazendo fé das declarações da fonte deste jornal, muitos destes cabos eleitorais não foram chamados a desempenhar o seu papel, tendo sido trocados por outros, que tiveram uma actuação medíocre, ou seja, não corresponderam às expectativas, facto que terá contribuído para a derrota na capital do País.
A fonte observou que, apesar de todas as condições técnicas, humanas e financeiras criadas para que houvesse uma campanha eleitoral extraordinária, os responsáveis que estiveram à frente das equipas não “ fizeram um bom trabalho, e o adversário aproveitou esta falha”, desabafa.
Corrigir o ‘tiro’
A fonte, um veterano do MPLA, desde o tempo do maquis, considera que colocar de parte cabos eleitorais experientes, da estatura de Bento Kangamba, José (Zeca Moreno), Jeremias Dumbo (Tchilelevika), Fiel Didi, entre outros, fora da ‘task force’ da campanha eleitoral,foi o pior erro que o MPLA cometeu, enquanto

Fonte:Jornal Pungo a Ndongo

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