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Angola participa na 1330ª reunião do conselho de paz e segurança da união africana sobre a situação no Sudão e na Somália

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A República de Angola participou no dia 12/02/2026, da 1330ª Reunião do Conselho de Paz e Segurança da UA sobre a situação no Sudão e na Somália, em Addis-Abeba/Etiópia

A reunião realizada à margem da 48ª Sessão Ordinária do Conselho Executivo da União Africana, foi presidido   pelo Ministro dos Negócios Estrangeiros, Emigração e Expatriados Egípcios da República Árabe do Egipto Badr Abdelatty, na sua qualidade de Presidente do PSC para Fevereiro de 2026 e serviu para a análise da situação no Sudão e na Somália e das operações da Missão de Apoio e Estabilização da UA na Somália (AUSSOM).

Durante o certame o Ministro das Relações Exteriores, Téte António, apresentou a posição de Angola em relação a situação e considerou a instabilidade nas fronteiras com o Chade, Sudão do Sul e Etiópia, bem como os riscos para a segurança do Mar Vermelho, configuram uma ameaça directa à paz e segurança continentais, no quadro da Arquitectura Africana de Paz e Segurança.

A República de Angola a acompanhar, com profunda preocupação a situação humanitária na região, que se deteriora de forma alarmante, estimando-se em cerca de 21 milhões de pessoas a necessitarem de assistência urgente, com níveis catastróficos de insegurança alimentar no Darfur do Norte, assim como graves violações dos direitos humanos, agravadas pelo uso crescente de meios bélicos avançados com impacto devastador sobre civis.

A posição de Angola é que o trânsito de armamento e a exploração ilícita de recursos naturais sudaneses merecem firme desaprovação e que tais condutas fragilizam a autoridade deste Conselho, bem como comprometem a solidariedade africana e a credibilidade colectiva do continente africano.

A República de Angola reafirma a urgente necessidade que a União Africana exerça plenamente a sua liderança política e coordenadora, assegurando a harmonização dos esforços de mediação em torno de um cessar-fogo imediato e verificável, acesso humanitário irrestrito e um processo político inclusivo, de apropriação sudanesa.

De igual modo, realçar a necessidade da revitalização do Comité Ad-Hoc Presidencial, considerando também essencial o envio de uma missão de campo do Conselho de Paz e Segurança ao Sudão, a fim de reforçar o engajamento político e avaliar a situação no terreno.

A República de Angola tem mostrado apoio as iniciativas políticas desenvolvidas pelos Estados Federais, sobre a implementação do Plano de Estabilização e Desenvolvimento da Somália, que busca consenso sobre a partilha de poder, sobre recursos e sobre o federalismo fiscal.

Noutra perspectiva, a República de Angola mostra-se preocupada com a persistente falta de consenso político no Parlamento da República Federal da Somália relativamente ao processo de Revisão Constitucional, sublinhando a necessidade de um diálogo político inclusivo entre todos os actores somalis, com vista à superação da Constituição Provisória de 2012.

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