Opinião
Papel de Angola no reforço da diplomacia continental destacado por Especialistas
O desempenho de Angola na Presidência da União Africana (UA) mereceu uma avaliação positiva por parte de académicos e especialistas angolanos em várias áreas de conhecimento
A nível económico, Carlos Ferrão salientou o apoio firme à consolidação da Zona de Livre Comércio Continental Africana (ZCLCA), considerado um instrumento estruturante para o aprofundamento da integração económica africana. “A integração económica foi tratada como pilar estratégico do desenvolvimento, associando à segurança, estabilidade e crescimento sustentável”, afirmou.
Relativamente às cimeiras União Africana-União Europeia e Quadro do Diálogo EUA–África, todas realizadas em Luanda, o economista entende que tais fóruns reforçaram o peso político do continente no cenário internacional. As discussões abrangeram áreas como Energia, Infra-estruturas, Comércio e Financiamento ao Desenvolvimento, ampliando o poder de negociação de África num contexto de crescente competição geopolítica global.
Para a especialista em gestão de Organizações Não-Governamentais (ONG) Indira Fuacanangui. a Presidência angolana revelou maturidade política, compromisso e sentido de responsabilidade continental. “Angola demonstrou diplomacia exemplar, pautada pelo bom senso, união e coesão entre os Estados-membros”, afirmou.
A especialista sublinhou ainda que, apesar dos desafios enfrentados pelo continente, o país soube posicionar-se como exemplo de estabilidade e promotor da paz. Na sua opinião, a actuação do Presidente João Lourenço evidenciou capacidade de liderança na resolução de conflitos e na promoção da reconciliação, deixando um legado inspirador para as novas gerações africanas.
Indira Fuacanangui considera, ainda, que a realização de cimeiras sob a liderança angolana projectou o país como parceiro estratégico e destino atractivo para investimentos, reforçando a imagem de África como continente de oportunidades, e não apenas como receptor de apoio externo.
De forma geral, os académicos convergem na ideia de que a Presidência angolana na União Africana contribuiu para fortalecer o papel da organização continental no cenário global, aumentando a sua visibilidade e consolidando o discurso sobre integração económica e autonomia estratégica.