O Presidente da República de Angola João Lourenço, passou a assumir a liderança do Comité de Orientação dos Chefes de Estado e de Governo da AUDA-NEPAD, a agência responsável pelo desenvolvimento da União Africana.
A eleição aconteceu no decurso da 43ª Sessão do Comité de Orientação dos Chefes de Estado e de Governo da AUDA-NEPAD do dia 10/02/2026. Durante o certame a organização destacou-se o papel do Presidente João Lourenço no fortalecimento da agência para acelerar o desenvolvimento e a voz activa de África em fóruns globais (ONU, G20, parcerias multilaterais).
Considera-se a AUDA-NEPAD o braço técnico e agência de desenvolvimento da União Africana, focado em implementar projectos prioritários e estratégicos para integrar o continente e promover o crescimento económico, acelerando a Agenda 2063[1]
Ressaltar que a AUDA-NEPAD desempenha um papel central na implementação de programas de desenvolvimento sustentável e na mobilização de parcerias internacionais para o progresso do continente. Com esta nova função, João Lourenço mantém-se numa posição de destaque no cenário africano, reforçando a presença de Angola nas estruturas estratégicas da União Africana, agora com foco directo em projectos estruturantes ligados ao crescimento económico, infra-estruturas e integração regional em África. De igual forma, o Chefe de Estado consolida a sua projecção continental e internacional
Se essa actuação Presidente João Lourenço for marcada por liderança activa, capacidade de mediação de conflitos e articulação diplomática eficaz como que é característico, isso poderá naturalmente fortalece seu capital político internacional, ao mesmo tempo que aumenta o peso político da região da SADC nas decisões continentais;
A experiência de João Lourenço no exercício de funções de liderança continental, poderá garantir ou facilitar consensos entre blocos regionais (SADC, CEDEAO, EAC,) assim como na materialização da Zona de Comércio Livre Continental Africana (AfCFTA) a maior mercado livre do mundo em número de países (54).
De igual modo poderá atrair apoio político para projectos estratégicos, reforçar a posição da África em negociações internacionais (financiamento climático, parcerias globais, comércio), acelerar projectos estruturantes de infra-estrutura continental e impulsionar a industrialização africana.
No sector de segurança o histórico de mediação de conflitos e estabilização regional de Angola, poderá promover a integração de agendas de paz e desenvolvimento, apoiar reconstrução pós-conflito, e promover segurança como requisito para crescimento sustentável.