Opinião

Visita do Papa Leão XIV a Angola e a dimensão da restruturação do Santuário da Muxima

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O Presidente da República, João Lourenço, reuniu no dia 04/03/2026 com os membros da comissão encarregue de preparar e organizar a visita pastoral a Angola de Sua Santidade Papa Leão XIV, marcada para o período de 18 a 21/04/2026

O objectivo da reunião foi trabalhar nos detalhes da presença do Papa no país, (Luanda, Muxima e Saurimo). especificamente apectos ligados ao protocolo e a logística, sem deixar de fora todos os demais factores que concorrem para o sucesso de um evento desta dimensão.

A visita do santo padre para além de fortalecer a fé cristã, é revestida de grande simbolismo por ser a terceira visita de um Papa à Angola (depois de João Paulo II em 1992 e Bento XVI em 2009) num espaço de 30 anos.

O grande destaque da imprensa internacional tem recaído a visita da sua santidade ao Santuário de Nossa Senhora da Muxima, um espaço consideradoum dos os lugares religiosos mais importantes de Angola e um dos maiores centros de peregrinação católica da África subsaariana, que representa sobretudo fé, devoção mariana, peregrinação e esperança.

O santuário está a ser remodelado desde julho 2022. O projeto inclui um santuário para cerca de 4.000 a 4.600 fiéis sentados, uma grande praça para peregrinos, requalificação da vila e do Forte, com conclusão prevista para 2027.

o Santuário da Muxima tem um grande potencial para atrair o turismo religioso, dinamizar a economia local e gerar receitas indiretas para o Estado angolano. De acordo o Observatório de Língua Portuguesa, em alguns anos, o Santuário da Muxima chegou a receber mais de 1 milhão de fiéis provenientes de diferentes países e continente.

Portanto, assim sendo os investimentos que estão a ser feitos no santuário da Muxima mais do que o fortalecimento da fé dos católicos e o incentivo à evangelização e à unidade da Igreja, dará maior visibilidade internacional de Angola, reconhecimento da importância do país na África; valorização da presença cristã no continente, assim como poderá ajudar a promover o turismo religiosa e consequentemente arrecadação de receitas para o estado angolano. 

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