Opinião

A ACTIVIDADE POLÍTICA DA UNITA: ANÁLISE E PERSPECTIVAS

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Aproximando-se o ano da realização das eleições gerais em Angola, vão se registando alguns actos de mobilização de massa junto das comunidades. Estes actos realizados na sua maioria protagonizados pelos principais partidos políticos, nomeadamente o MPLA, a UNITA e o PRA JÁ SERVIR ANGOLA, interessados em despertar às populações sobre a importância das eleições e do voto como acto de cidadania.


As mensagens veiculadas pelos partidos da oposição, colocando a UNITA na primeira posição, estão alinhadas negativamente para estímulo de um cenário de intolerância, registando-se actos de desobediência às regras de convivência democrática. As acções do Galo Negro, instrumentalizadas por Adalberto da Costa Júnior, por um lado, mostram de facto o seu interesse para a diabolizar o partido dos camaradas, promovendo insultos directos verbais e cenas de pugilato e por outro, em ensaios voltados a criar um movimento de fragmentação no partido de Abel Chivukuvuku.


Vozes discordantes no seio da UNITA, consideram a estratégia de Adalberto da Costa Júnior desajustada e que de certa maneira, resgata o rótulo belicista e intransigente do passado. As discussões para a definição da estratégia de mobilização de militantes e simpatizantes da UNITA não têm sido consensuais, pois regista-se sempre alguma resistência de ACJ em disponibilizar as verbas. Por essa razão, ACJ tem sido frequentemente acusado de desviar os fundos colocados a sua disposição por um grupo de empresários sul-africanos que apostam nele como alternativa de governação em Angola com as eleições de 2026.


Por outro lado, em reuniões mais restritas, nas quais apenas participam aqueles comprometidos com a radicalização de posições, as orientações da liderança da UNITA interessadas em provocar arruaças são precisas, provocar as forças da ordem com mensagens insultuosas para que estas enveredem para o uso desproporcional da força contra os militantes da UNITA e se porventura, não for possível, partam por acto de vandalismo contra instituições público-privadas e símbolos dos partidos adversários, para forçar a confrontação, sem a sensibilidade de medir a gravidade das consequências desta opção, mostrando-se mais interessado no impacto da mediatização dos seus efeitos.


A sua avidez pelo poder em Angola, levou-lhe a prometer aos empresários sul-africanos, sonhos que colocam o país numa miragem política e compromete o sector económico na pretensão de oferecer a estes empresários, caso seja eleito, a gestão da produção petrolífera dos principais campos de exploração.


Se em 2022, ACJ foi capaz de prometer oferecer Angola a troco de financiamento estrangeiro para suportar a campanha eleitoral da UNITA, o que é proibido à luz da legislação, hoje, com os mesmos propósitos tenciona com o apoio de alguns detractores, inspirados no cenários registados recentemente em Moçambique, criar alianças políticas tóxicas para antecipadamente descredibilizar o processo, com a materialização de um plano de comunicação com espaço de antena comprados nas principais cadeias televisivas em Portugal, com o apoio dos seus amigos políticos que sempre almejaram em atrasar o progresso e subalternizar Angola para servir de reserva de sustentabilidade económica de Portugal.

 

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