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Nganguela continua a ser a língua predominante no Cubango

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Photo: Shutterstock

A língua Nganguela continua a ser a mais falada entre os 570.447 habitantes que a província do Cubango, segundo os resultados do Censo Geral da População e Habitação 2024.

O responsável do Serviço Provincial do INE no Cubango, Zergi Justino, explicou que no plano linguístico a nível da província o Nganguela é a língua materna mais falada, com 47,5 por cento, seguido do Português com 20,9 por cento, do Cokwe, com 14,3 por cento, e do Umbundu, com 12 por cento.

Quanto aos grupos étnicos, predominam os Ovanganguela, com 31,2 por cento, seguidos dos Lunda-Quioco, com 16,7 por cento, e dos Ovimbundu, com 16,2 por cento.

Do total de habitantes, 291.746 são mulheres e 278.701 homens, confirmando uma maioria feminina de até 13.045, que representa cerca de 51 por cento da população.

Segundo Zergi Justino, os três municípios mais populosos são Menongue ,com 382.635 habitantes, Cutato, com 31.419 ,e Cuchi, com 30.231, concentrando aproximadamente 78 por cento da população da província.

Os municípios menos populosos são Nancova,com 8.460 habitantes, Chinguanja ,com 7.226 ,e Mavengue ,com 2.465, quadro que evidencia assimetrias demográficas significativas no território.No que respeita à faixa etária, o responsável do INE destacou que 42 por cento da população tem entre 0 e 14 anos e que 64 por cento possui menos de 25 anos.

A directora-geral adjunta para Área Social do INE Teresa Spínola lembrou que o Censo 2024 constitui o segundo recenseamento realizado após a Independência Nacional e o primeiro totalmente digital em Angola.

Por sua vez, o governador do Cubango, José Martins afirmou que o número exacto de habitantes permite reavaliar as metas do Plano de Desenvolvimento Provincial e ajustar as políticas sectoriais.

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Papa Leão XIV chega a Angola á 18 de Abril para uma visita apostólica de quatro dias.

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Papa Leão XIV chega a Angola no próximo dia 18 de Abril deste ano, para uma visita apostólica de quatro dias.

Segundo um comunicado da Presidência da República, que o Jornal de Angola Online teve acesso, Sua Santidade Leão XIV visitará especificamente Luanda (Muxima) e Lunda-Sul (Saurimo).

Trata-se da sua primeira deslocação no continente africano.

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Obras do novo Hospital Americo Boavida concluídas no primeiro semestre de 2027

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As obras de requalificação e ampliação do novo Hospital Américo Boavida, em Luanda, apresentam uma taxa de execução física na ordem dos 41 por cento, cuja previsão para a entrada em funcionamento está aprazada para o primeiro semestre de 2027.

Os dados foram avançados, esta sexta-feira, durante uma visita efectuada às obras pelo ministro das Obras Públicas, Urbanismo e Habitação, Carlos dos Santos, e a ministra da Saúde, Sílvia Lutucuta.

O director-geral do Laboratório de Engenharia de Angola (LEA), Fernando Bonito, reiterou à imprensa que a demolição do antigo edifício foi precedida de exames laboratoriais rigorosos e de uma avaliação estrutural exaustiva.

Explicou, também, que foram realizados ensaios não intrusivos, análises à durabilidade do betão, verificação de fissuras e avaliação do comportamento estrutural do edifício piso a piso, tendo os resultados demonstrado elevados níveis de degradação, sem garantias de segurança para pacientes, profissionais e visitantes.

Acrescentou, igualmente, que o relatório técnico final recomendou a demolição como a solução mais segura e responsável.

Por sua vez, Carlos dos Santos sublinhou que a decisão foi “estritamente técnica e sustentada em pareceres especializados”, esclarecendo que Governo não tomou esta decisão de ânimo leve. “Houve estudos aprofundados conduzidos pelo Laboratório de Engenharia de Angola que concluíram que a estrutura apresentava comprometimentos graves”.

Já a ministra da Saúde, Sílvia Lutucuta, afirmou que o novo Hospital Américo Boavida será uma unidade de referência nacional de III Nível, preparada para responder a casos de elevada complexidade clínica e terá uma capacidade para mais de 400 camas.

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Gala solidária pretende apoiar mulheres com fístula obstétrica

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Uma gala solidária, denominada “Vozes que Curam”, vai ser realizada, no próximo dia 8 de Março, em Luanda, para apoiar mulheres com fístula obstétrica.

Segundo uma nota, enviada ao JA Online, a iniciativa, organizada pela Chazon Media Cristã, busca angariar fundos para apoiar o tratamento e a reintegração social de mulheres com a referida doença.

Provocada maioritariamente por partos prolongados, sem acompanhamento médico adequado, a fístula obstétrica causa incontinência crónica, infecções, dor física e profundas consequências psicológicas e sociais, levando muitas mulheres ao isolamento, à exclusão e à perda de dignidade. 

O documento refere, igualmente, que o valor arrecadado na gala solidária servirá para o financiamento de cirurgias, cuidados pós-operatórios, apoio psicológico e programas de reintegração comunitária.

Apesar de ser uma condição totalmente evitável, a fístula obstétrica continua a afectar milhares de mulheres em Angola – as estimativas apontam para pelo menos oito mil, sobretudo em zonas com acesso limitado a cuidados de saúde materna, conclui a organização.

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