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Angola melhora a sua classificação no índice de percepção global de corrupção 2025

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Segundo o relatório anual sobre a percepção de corrupção de 2025, divulgado pela Transparency International em Fevereiro/2026, a República de Angola melhorou a sua classificação de 121º para 120ª em um universo de 182 países avaliados. Está posição garante a República de Angola, 32 dos 100 possíveis.

Apesar desta posição colocar Angola abaixo da média global no combate à corrupção, a evolução demostra a perspicácia e a determinação da Administração Lourenço na luta contra à corrupção em um contexto global em que a tendência recai para o aumento da corrupção.  

Segundo o mesmo relatório a tendência global para 2025 foi negativa o que significa dizer que o mundo está a piorar em termos de percepção de corrupção. A média global caiu para 42 pontos, a menor pontuação em mais de uma década. Mais de 2/3 dos países (122 de 182) pontuam abaixo de 50, sinalizando que a maioria enfrenta problemas sérios de corrupção. A redução desta média indica uma erosão global de liderança e mecanismos de transparência.

Mesmo em democracias tradicionais como Reino Unido, França e EUA, os resultados, mostraram a queda da pontuação destes países, reflectindo preocupações com os mecanismos de fiscalização e menor confiança pública.

Diante deste cenário acredita-se que entre os factores associados ao aumento da corrupção ou à sua percepção incluem a centralização do poder e enfraquecimento de instituições independentes, a restrição de espaço cívico e da liberdade de imprensa, a falta de transparência em processos públicos e financiamento político. De igual modo, a retracção da Administração Trump em matéria ligadas à corrupção global elevaram os níveis de corrupção no mundo.

TENDÊNCIA DE EVOLUÇÃO DE ANGOLA DE 2017 A 2025

Os dados mostram que Angola tem melhorado gradualmente no Índice de Percepção da Corrupção desde 2017, resultado da política anticorrupção do Presidente João Lourenço iniciada após assumir a presidência de Angola em 2017. Porém, apesar do balanço ter resultados positivos e visíveis, os níveis ainda permanecem baixos no cenário global, reflectindo desafios persistentes no combate à corrupção com particular atenção ao sector público.

Importa ressaltar que a República de Angola já chegou a ter um valor mínimo de Índice de Percepção da Corrupção (CPI) de 15 pontos em 2015, indicando percepções muito altas de corrupção no país. O advento da chegada do Presidente João Lourenço permitiu uma ascensão que elevou o valor máximo histórico a 33 pontos em 2022-2023[1], considerado uma progressão clara de crescimento no índice.

Esse crescimento deveu a uma luta destemida da Administração Lourenço que entre os principais resultados apontados como sucesso ressalta-se o início de investigações e processos contrafiguras influentes e altos dirigentes e empresários ligados ao antigo sistema político-económico, quebrando a percepção de impunidade entre elites.

Permitiu, igualmente, a recuperação de activos do Estado através de programas para repatriar capitais e bens obtidos de forma ilícita, com alguns valores e propriedades retornando ao controlo público. A agenda anticorrupção ajudou a reposicionar Angola junto de investidores e parceiros externos, sinalizando maior compromisso com transparência e melhorou significativamente a imagem internacional.

A política anticorrupção produziu sinais concretos de ruptura com práticas passadas e ganhos reputacionais, mas o sucesso pleno depende de continuidade, aplicação uniforme da lei e melhorias perceptíveis na economia e nos serviços públicos.

A política anticorrupção é vista como uma das marcas do governo de João Lourenço, no entanto a percepção actual é que nos últimos anos o Presidente João Lourenço flexibilizou a luta contra corrupção devido a ausência de apoio dentro do Partido, resistência e contra-narrativas, especialmente por parte de sectores afectados por investigações, processos judiciais ou perda de influência, que estrategicamente coordenam activistas e jornalistas para manchar a imagem do João Lourenço e a luta contra corrupção

Contexto regional, em África, a maior parte dos países ficaram com pontuação abaixo da média no CPI 2025, reflectindo persistentes dificuldades com transparência, governança e instituições públicas eficazes, associados as vezes a conflitos armados, insegurança e agitação civil. Apenas 4 países na África subsariana (Seychelles, Cabo Verde, Ruanda e Bostwana) estão acima dos 50 pontos


 

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GOVERNO REFORÇA PLANO DE PROTEÇÃO E REGRESSO DE ANGOLANOS RESIDENTES NA ÁFRICA DO SUL

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O Governo de Angola reafirma o seu compromisso com a proteção e o bem-estar dos cidadãos angolanos no exterior, acompanhando de perto a situação da comunidade residente na África do Sul. Neste âmbito, realizou-se, na segunda-feira, 27 de julho, em Luanda, uma reunião multissectorial, dirigida pelo secretário de Estado para Administração, Finanças e Património do Ministério das Relações Exteriores, Osvaldo dos Santos Varela.

Durante o encontro, foi analisada a Proposta de Estratégia para a Evacuação de Cidadãos Angolanos Residentes na África do Sul, uma iniciativa preventiva concebida para assegurar assistência e criar condições para o regresso voluntário e seguro dos cidadãos que manifestem essa intenção. A medida surge em resposta aos recentes episódios de violência e ataques xenófobos registados naquele país, que têm afetado cidadãos estrangeiros, entre os quais angolanos. A reunião evidenciou a atuação coordenada do Executivo angolano, reunindo representantes de vários departamentos ministeriais com responsabilidades nas áreas da defesa, segurança, transportes, saúde e assistência social, numa demonstração da prioridade atribuída à salvaguarda dos interesses e da integridade dos cidadãos nacionais.

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Adão de Almeida corta regalias e aposta numa gestão mais austera na Assembleia Nacional

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O presidente da Assembleia Nacional, Adão Francisco Correia de Almeida, tem vindo a implementar um conjunto de medidas orientadas para a contenção de despesas e racionalização de recursos, desde que assumiu funções em Novembro de 2025.

Entre as decisões adoptadas, destaca-se a opção de não utilizar aeronaves da Presidência da República para deslocações oficiais ao exterior, contrariando a prática dos seus antecessores. Em alternativa, o líder do Parlamento angolano tem privilegiado viagens em voos comerciais regulares, com recurso à transportadora aérea nacional.

A mudança representa uma ruptura com o modelo seguido durante a presidência de Fernando da Piedade Dias dos Santos, que dispunha de meios protocolares mais alargados, incluindo aeronave dedicada e equipas avançadas para preparação logística das missões internacionais.

No actual mandato, Adão de Almeida dispensou igualmente o uso de batedores e reduziu significativamente o número de membros nas comitivas oficiais. Em Abril deste ano, por exemplo, deslocou-se a Maputo, em missão de diplomacia parlamentar, acompanhado apenas por um agente de segurança.

No plano interno, o presidente da Assembleia Nacional tem promovido a redução de custos operacionais, incluindo a decisão de não adquirir novas viaturas protocolares para os deputados. Apesar de ter direito a um veículo de representação, utiliza actualmente uma viatura antiga, pertencente anteriormente à Comissão Nacional Eleitoral.

Fontes parlamentares indicam ainda que foram resolvidas pendências administrativas envolvendo deputados da UNITA, relacionadas com direitos e benefícios, situação que se arrastava há vários anos.

Outra medida relevante foi a operacionalização da TV Parlamento. O projecto, concluído tecnicamente desde 2024, encontrava-se inactivo devido a alegadas limitações financeiras. Após assumir funções, Adão de Almeida determinou o início das emissões com os meios existentes, tendo inaugurado oficialmente o canal institucional em Maio de 2026.

As acções enquadram-se numa estratégia de gestão mais austera e funcional dos recursos públicos afectos à Assembleia Nacional.

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Luanda Transforma-se em Capital Mundial do Diálogo e da Paz com a Cimeira da Aliança das Civilizações da ONU

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Nos dias 16 e 17 de julho, Luanda acolhe a III edição da Conferência da Iniciativa da Aliança das Civilizações das Nações Unidas (UNAOC), um encontro internacional de alto nível que reúne chefes de Estado e de Governo, representantes de organizações internacionais, líderes religiosos, jovens, mulheres, académicos e membros da sociedade civil.

Sob o lema “Um Apelo à Paz, ao Fim das Guerras e ao Respeito pelo Direito Internacional”, a conferência tem como principal objetivo promover o diálogo entre as nações e encontrar respostas para alguns dos maiores desafios da atualidade, incluindo os conflitos armados, as crises humanitárias, as tensões geopolíticas e o fortalecimento do Direito Internacional.

A realização da cimeira em Luanda ocorre num momento em que o mundo enfrenta uma crescente instabilidade, marcada pela multiplicação de guerras, pelo aumento das divisões entre Estados e pelo enfraquecimento dos mecanismos internacionais de cooperação e resolução pacífica de conflitos.

Ao acolher este importante encontro, Angola reafirma o seu compromisso com a promoção da paz, da estabilidade e da mediação de conflitos em África. A escolha de Luanda como cidade anfitriã representa um reconhecimento do percurso do país na consolidação da paz, no reforço das suas instituições e no crescente papel da diplomacia angolana na promoção da estabilidade regional.

Na sessão de abertura, o Presidente da República, João Lourenço, destacou que a experiência de Angola demonstra o verdadeiro valor da paz e da reconciliação. Recordou que os angolanos conhecem as consequências devastadoras da guerra e compreendem que a paz é uma conquista alcançada através do diálogo, do compromisso e do perdão.

O Chefe de Estado salientou ainda que a paz conquistada em 2002 permitiu reconstruir o país, fortalecer as instituições, investir em infraestruturas e implementar políticas orientadas para o desenvolvimento económico e social, contribuindo para a melhoria das condições de vida da população.

João Lourenço defendeu igualmente o reforço do multilateralismo e a necessidade de um sistema internacional mais representativo, eficaz e capaz de responder aos desafios globais. Na sua intervenção, apelou para que a diplomacia, a mediação e a prevenção de conflitos prevaleçam sobre a violência e o recurso às armas.

A principal mensagem transmitida por Angola nesta conferência é que a sua experiência demonstra que o diálogo, a cooperação entre os povos e o respeito pelo Direito Internacional constituem os caminhos mais seguros para alcançar uma paz duradoura e um desenvolvimento sustentável.

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