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ONU reconhece liderança do Presidente João Lourenço na promoção da paz no continente africano

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O subsecretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Miguel Moratinos, destacou, quarta-feira, em Luanda, a liderança do Presidente da República, João Lourenço, na promoção da paz e na mediação de conflitos.

Em declarações à imprensa após a audiência concedida pelo Chefe de Estado angolano, no Palácio Presidencial da Cidade Alta, Moratinos pontuou que Angola tem demonstrado um compromisso firme num contexto internacional marcado por crises e tensões globais. 

O representante da ONU acrescentou que, além de trabalhar pelo desenvolvimento interno do país, João Lourenço tem dedicado esforços à mediação de conflitos na região e no continente africano.

O encontro ocorreu por ocasião da III Edição da Iniciativa da Aliança das Civilizações da ONU (UNAOC), que decorre hoje e amanhã na capital angolana sob o lema “Apelo à Paz, ao Fim das Guerras e ao Respeito pelo Direito Internacional”.   

Neste contexto, Moratinos referiu que a liderança angolana será evidenciada no certame destinado a transmitir uma mensagem robusta em defesa da cessação das hostilidades e da construção de um mundo pacífico. 

“Angola e o seu Presidente demonstraram, depois de várias décadas de guerra civil, que a paz é a única saída para o conflito”, afirmou.

O diplomata espanhol ao serviço da ONU explicou que este movimento global das Nações Unidas em defesa da paz e do respeito pelo Direito Internacional surgiu há um ano em Guernica (Espanha) — cidade historicamente marcada por bombardeamentos das forças nazis de Hitler durante a II Guerra Mundial —, prosseguiu em Sarajevo (Bósnia e Herzegovina) e realiza agora a sua terceira edição na capital angolana.

O objectivo é que, sob a liderança de Angola, a comunidade internacional avance rumo à tolerância global, concluindo que o desafio actual passa não só por salvar o Planeta, mas também por salvaguardar a humanidade.

 

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A POSIÇÃO DE ANGOLA NA ASSEMBLEIA GERAL DA ONU EM DEFESA DE CUBA E O IMPACTO NAS RELAÇÕES COM OS EUA

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O Presidente João Lourenço no seu discurso na 81.ª Sessão da Assembleia Geral da ONU, ocorrido no dia 22 de Setembro de 2026, apelou ao levantamento do embargo norte-americano, contestou a classificação de Cuba como Estado patrocinador do terrorismo e recordou o contributo cubano para a libertação da África Austral.

A posição do Chefe de Estado angolano, mostra até que ponto a República de Angola consegue defender os seus compromissos históricos com Cuba ao mesmo tempo que aprofunda a sua parceria estratégica com EUA, dentro de um contexto de desinteligências entre os dois estados.

A República de Cuba, para além de ser um parceiro histórico importante para República de Angola, associado sobretudo à independência nacional representa, igualmente, à defesa da soberania, à formação de quadros e à cooperação nos sectores estratégicos como: na saúde, educação e segurança. Angola reconhece o papel cubano na luta contra o Regime do Apartheid.

Por sua vez, os EUA representam para Angola uma parceira estratégica relevante que ganha cada vez mais notoriedade, particularmente no financiamento de infraestruturas, investimento energético, comércio, segurança e desenvolvimento do Corredor do Lobito, projectos importante para os EUA na disputa geopolítica com a China.

O presidente João Lourenço, desde que assumiu o poder em 2017, tem mantido uma política externa de diversificação de parcerias estratégicas, sobretudo económica, independentemente do espectro ideológico do Estado e tem procurado preservar autonomia nas suas decisões internacionais, independentemente da profundidade das relações político/diplomática, sempre se posicionou a favor da soberania dos Estados.

Ademais, nas suas iniciativas de resolução de conflitos em África, Angola sempre defendeu que as divergências internacionais sejam resolvidas através das instituições internacionais e que as grandes potencias globais não podem utilizar a superioridade económica e política para impor decisões a países mais vulneráveis.
A relação de Angola com os EUA é analisada numa perspectiva de interesses estratégicos, no entanto, o discurso de João Lourenço não elimina estes interesses comuns, mas a posição angolana pode ser recebida negativamente por sectores mais radicais da Administração Trump sobretudo, os que defendem uma política mais restritiva em relação a Cuba, particularmente senadores norte-americanos de origem cubana, como: Marcos Rbio, Mario Díaz-Balart, Maria Elvina Salazar e Carlos Giménez.

Independentemente de qual venha a ser a reação da Administração Trump importa ressaltar que os EUA precisam de Angola para os seus interesses em África, tal qual Angola precisa dos EUA para a diversificação da economia. Assim sendo, a questão central não é escolher entre Cuba e os EUA. É evitar que uma divergência sobre Cuba se transforme numa condição de alinhamento obrigatório nas relações com EUA.

Esta distinção é especialmente relevante para Angola, que procura atrair investimento norte-americano sem abandonar a sua tradição diplomática de defesa da soberania dos Estados. A posição de João Lourenço pode até introduzir uma divergência política com EUA, mas não constitui, por si só, uma ruptura das relações bilaterais

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GOVERNO REFORÇA PLANO DE PROTEÇÃO E REGRESSO DE ANGOLANOS RESIDENTES NA ÁFRICA DO SUL

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O Governo de Angola reafirma o seu compromisso com a proteção e o bem-estar dos cidadãos angolanos no exterior, acompanhando de perto a situação da comunidade residente na África do Sul. Neste âmbito, realizou-se, na segunda-feira, 27 de julho, em Luanda, uma reunião multissectorial, dirigida pelo secretário de Estado para Administração, Finanças e Património do Ministério das Relações Exteriores, Osvaldo dos Santos Varela.

Durante o encontro, foi analisada a Proposta de Estratégia para a Evacuação de Cidadãos Angolanos Residentes na África do Sul, uma iniciativa preventiva concebida para assegurar assistência e criar condições para o regresso voluntário e seguro dos cidadãos que manifestem essa intenção. A medida surge em resposta aos recentes episódios de violência e ataques xenófobos registados naquele país, que têm afetado cidadãos estrangeiros, entre os quais angolanos. A reunião evidenciou a atuação coordenada do Executivo angolano, reunindo representantes de vários departamentos ministeriais com responsabilidades nas áreas da defesa, segurança, transportes, saúde e assistência social, numa demonstração da prioridade atribuída à salvaguarda dos interesses e da integridade dos cidadãos nacionais.

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Adão de Almeida corta regalias e aposta numa gestão mais austera na Assembleia Nacional

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O presidente da Assembleia Nacional, Adão Francisco Correia de Almeida, tem vindo a implementar um conjunto de medidas orientadas para a contenção de despesas e racionalização de recursos, desde que assumiu funções em Novembro de 2025.

Entre as decisões adoptadas, destaca-se a opção de não utilizar aeronaves da Presidência da República para deslocações oficiais ao exterior, contrariando a prática dos seus antecessores. Em alternativa, o líder do Parlamento angolano tem privilegiado viagens em voos comerciais regulares, com recurso à transportadora aérea nacional.

A mudança representa uma ruptura com o modelo seguido durante a presidência de Fernando da Piedade Dias dos Santos, que dispunha de meios protocolares mais alargados, incluindo aeronave dedicada e equipas avançadas para preparação logística das missões internacionais.

No actual mandato, Adão de Almeida dispensou igualmente o uso de batedores e reduziu significativamente o número de membros nas comitivas oficiais. Em Abril deste ano, por exemplo, deslocou-se a Maputo, em missão de diplomacia parlamentar, acompanhado apenas por um agente de segurança.

No plano interno, o presidente da Assembleia Nacional tem promovido a redução de custos operacionais, incluindo a decisão de não adquirir novas viaturas protocolares para os deputados. Apesar de ter direito a um veículo de representação, utiliza actualmente uma viatura antiga, pertencente anteriormente à Comissão Nacional Eleitoral.

Fontes parlamentares indicam ainda que foram resolvidas pendências administrativas envolvendo deputados da UNITA, relacionadas com direitos e benefícios, situação que se arrastava há vários anos.

Outra medida relevante foi a operacionalização da TV Parlamento. O projecto, concluído tecnicamente desde 2024, encontrava-se inactivo devido a alegadas limitações financeiras. Após assumir funções, Adão de Almeida determinou o início das emissões com os meios existentes, tendo inaugurado oficialmente o canal institucional em Maio de 2026.

As acções enquadram-se numa estratégia de gestão mais austera e funcional dos recursos públicos afectos à Assembleia Nacional.

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