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Opinião

18 de Abril, Dia Internacional dos Monumentos e Sítios

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Monumentos e Sítios, conceito

Monumento e Sítio são dois tipos de patrímonio cultural. A diferença entre ambos está no seu tamanho e no tipo de valor que representam, tanto a nível histórico, social como cultural.

Por exemplo, entendemos que o Monumento é uma obra arquitectónica ou estrutura construída pelo homem e que possui valor histórico, artístico, científico e social. Por sua vez, o Sítio é uma área ou lugar alargado ou ainda, mais amplo onde há evidências da actividade humana ou da própria natureza e que, normalmente, possui um certo valor histórico, arqueológico, etnológico e paisagístico.

Dados históricos.

Coincidentemente, a chegada a Angola, em visita, do santo Papá Leão XIV, o terceiro Papá da história da igreja católica a visitar o País, no dia Internacional dos Monumentos e Sítios, talvez seja uma forma de atribuir bênçãos aos Monumentos e Sítios de Angola, abrindo caminhos e criando expectativa de outros visitantes do mundo.

A luz do assunto em análise, importa referir que o dia Internacional dos Monumentos e Sítios é celebrado a 18 de Abril em todo o mundo. De acordo com fontes, a data foi criada pelo Conselho Internacional dos Monumentos e Sítios no dia 18 de Abril de 1982, e no ano seguinte, isto é, em 1983, a UNESCO aprovou oficialmente a data com o propósito de proteger, valorizar e divulgar o valor histórico e cultural destes lugares diante das comunidades.

Para o caso concreto de Angola, conta-se que a data é igualmente celebrada com o intuito de reconhecer e divulgar o valor histórico-cultural desses lugares diante de toda a comunidade, quer estrangeira quer nacional, sendo uns de carácter físico, quando se trata daqueles monumentos de produção humana, e outros de produção natural e devidamente protegidos pelos homens, dada a sua importância, entre os quais destacam-se: museus, fortalezas, palácios, igrejas, edifícios coloniais antigos, pinturas rupestres, centros históricos de cidades e parques nacionais com um certo valor cultural.

No grupo dos Monumentos e Sítios que existem em Angola, podemos a título de exemplo citar alguns como: a Fortaleza de São Miguel, actual museu das Forças Armadas Angolanas, localizada em Luanda; a Fortaleza de São Pedro da Barra, localizada em Luanda; a Fortaleza do Ambriz na província do Bengo; a Fortaleza de Kambambe, no Cuanza Norte; a Fortaleza de São Filipe, em Benguela; as Igrejas do Carmo, Nazaré e Remédios, localizadas em Luanda; vários edifícios coloniais antigos, entre eles, o Palácio Dona Ana Joaquina, o Palácio de Ferro e outros. Temos ainda a destacar o museu do Dundo, na Lunda Norte e o Sítio histórico de Tchitundo-Hulo, no Namibe.  

Importância histórico – cultural.

Importa realçar que os monumentos e sítios destacados no texto e outros, são todos de extrema importância e representam símbolos de identidade e unidade cultural. Por esta razão, são protegidos pelo Estado, uma vez que conservam a história e a identidade do povo Angolano. É de referir ainda que em Angola estão registados pelo Instituto Nacional do Património Cultural cerca de 321 Monumentos e Sítios, devidamente classificados como Património Histórico-Cultural Nacional e que fazem parte do acervo histórico do povo Angolano.

Em jeito de conclusão sobre o assunto, temos a referir que tendo em atenção o valor e a importância histórica, cultural e social que estes espaços representam, deve haver maior interesse e cuidado na conservação destes lugares, não só do Estado, mas também da parte de todos que, dia após dia, frequentam estes lugares, visto que cada um que visita estes espaços encontra neles uma forma de viver e reviver a nossa história e a nossa identidade socio-cultural, num perfeito cruzamento entre o presente e o passado e vice-versa.       

Por: João Reis António

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A ACTIVIDADE POLÍTICA DA UNITA: ANÁLISE E PERSPECTIVAS

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Aproximando-se o ano da realização das eleições gerais em Angola, vão se registando alguns actos de mobilização de massa junto das comunidades. Estes actos realizados na sua maioria protagonizados pelos principais partidos políticos, nomeadamente o MPLA, a UNITA e o PRA JÁ SERVIR ANGOLA, interessados em despertar às populações sobre a importância das eleições e do voto como acto de cidadania.


As mensagens veiculadas pelos partidos da oposição, colocando a UNITA na primeira posição, estão alinhadas negativamente para estímulo de um cenário de intolerância, registando-se actos de desobediência às regras de convivência democrática. As acções do Galo Negro, instrumentalizadas por Adalberto da Costa Júnior, por um lado, mostram de facto o seu interesse para a diabolizar o partido dos camaradas, promovendo insultos directos verbais e cenas de pugilato e por outro, em ensaios voltados a criar um movimento de fragmentação no partido de Abel Chivukuvuku.


Vozes discordantes no seio da UNITA, consideram a estratégia de Adalberto da Costa Júnior desajustada e que de certa maneira, resgata o rótulo belicista e intransigente do passado. As discussões para a definição da estratégia de mobilização de militantes e simpatizantes da UNITA não têm sido consensuais, pois regista-se sempre alguma resistência de ACJ em disponibilizar as verbas. Por essa razão, ACJ tem sido frequentemente acusado de desviar os fundos colocados a sua disposição por um grupo de empresários sul-africanos que apostam nele como alternativa de governação em Angola com as eleições de 2026.


Por outro lado, em reuniões mais restritas, nas quais apenas participam aqueles comprometidos com a radicalização de posições, as orientações da liderança da UNITA interessadas em provocar arruaças são precisas, provocar as forças da ordem com mensagens insultuosas para que estas enveredem para o uso desproporcional da força contra os militantes da UNITA e se porventura, não for possível, partam por acto de vandalismo contra instituições público-privadas e símbolos dos partidos adversários, para forçar a confrontação, sem a sensibilidade de medir a gravidade das consequências desta opção, mostrando-se mais interessado no impacto da mediatização dos seus efeitos.


A sua avidez pelo poder em Angola, levou-lhe a prometer aos empresários sul-africanos, sonhos que colocam o país numa miragem política e compromete o sector económico na pretensão de oferecer a estes empresários, caso seja eleito, a gestão da produção petrolífera dos principais campos de exploração.


Se em 2022, ACJ foi capaz de prometer oferecer Angola a troco de financiamento estrangeiro para suportar a campanha eleitoral da UNITA, o que é proibido à luz da legislação, hoje, com os mesmos propósitos tenciona com o apoio de alguns detractores, inspirados no cenários registados recentemente em Moçambique, criar alianças políticas tóxicas para antecipadamente descredibilizar o processo, com a materialização de um plano de comunicação com espaço de antena comprados nas principais cadeias televisivas em Portugal, com o apoio dos seus amigos políticos que sempre almejaram em atrasar o progresso e subalternizar Angola para servir de reserva de sustentabilidade económica de Portugal.

 

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17 DE SETEMBRO, DIA DO HEROI NACIONAL

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O dia 17 de Setembro é uma data histórica em Angola. A data está associada ao nascimento de António Agostinho Neto, o primeiro presidente de Angola. Por esta razão, é considerado Feriado Nacional.

António Agostinho Neto nasceu a 17 de Setembro de 1922, na região de Kaxicane, antigo Concelho de Icolo e Bengo nas margens do rio Kwanza. Agostinho Neto, como era conhecido, foi o primeiro Presidente da República de Angola, após o fim do domínio colonial português, que se manteve em Angola por quase 500 anos.

Agostinho Neto liderou a luta pela Independência de Angola contra Portugal e governou o país entre 1975 e 1979 aquando da sua morte prematura em Moscovo, Capital da Antiga União Soviética.

Nascido no seio de uma família humilde, Agostinho Neto era filho de um pastor metodista, Agostinho Pedro Neto, que trabalhou durante muito tempo na missão metodista de Kaxicane no período colonial, sendo uma figura muito respeitada naquela comunidade. A sua mãe, Maria da Silva Neto, era parteira e professora de profissão, igualmente ligada à missão metodista.

Visto que os seus pais eram professores ligados à igreja, Agostinho Neto teve acesso à escola desde muito cedo, e depois foi estudar medicina em Portugal, onde teve contacto com vários estudantes das antigas colónias portuguesas de África. Com eles, Neto sentiu-se motivado a participar em acções revolucionárias anti-coloniais.

Agostinho Neto foi um poeta renomado que, ao lado de outros escritores angolanos e africanos da sua época, escreveu textos importantes que contribuíram para a mudança da consciência do Homem Africano. Foi um médico de profissão e político, ligado ao Movimento Popular de Libertação de Angola – MPLA, onde participou activamente na Luta de Libertação de Angola.

É uma figura incontornável da história de Angola, pela sua grande contribuição política, social e económica no país. A 11 de Novembro de 1975, Agostinho Neto usou a sua voz e a sua inteligência política, para proclamar ao Mundo e à África a Independência de Angola, como uma Nação Una e Indivisível, usando o tão conhecido slogan “De Cabinda ao Cunene, do Mar ao Leste, um só povo, uma só nação… Angola avante”.

Apesar do pouco tempo que teve na liderança política de Angola, Agostinho Neto participou de várias reformas sociais e económicas que Angola conheceu, após o fim do regime colonial e a construção da primeira República, sob a denominação “República Popular de Angola”, um regime que existiu em Angola até 1991, período em que se deu o fim do regime monopartidarista e a implementação do multipartidarismo.

Nos dias de hoje, Agostinho Neto é lembrado como “O Herói Nacional”, uma figura importantíssima no cenário político Angolano e Africano. Por sua vez, o 17 de Setembro é o dia do Herói Nacional.

Com o Neto no Coração, vamos reviver a nossa Angola e o respeito pelas nossas figuras históricas.

“ Bem-haja, António Agostinho Neto, pelo seu legado político, que visava sobretudo a construção de uma Angola para todos os Angolanos.”

Por: João Reis António

 

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1 de Maio, dia Internacional do Trabalhador: Reflexão Histórica e Internacional

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A data em questão remonta os finais do séc. XIX, nos Estados Unidos da América. Ela é comemorada como feriado em mais de 80 países do mundo e reflecte os acontecimentos do dia 1 de Maio de 1886, ocorridos naquele país, onde cerca de 350 mil trabalhadores realizaram uma greve geral, reivindicando o direito a 8 horas de jornada laboral diária, visto que naquele período, em particular nos Estados Unidos da América, os funcionários trabalhavam mais de 8 horas ao dia e, em alguns casos, antigiam 12 horas, o que correspondia à metade do dia.

De acordo com fontes, os trabalhadores, durante a greve, usavam o slogan: 8 horas de trabalho, 8 horas de descanso e 8 horas de lazer. Nesse mesmo ano, 1886, na cidade de Chicago, no dia 4 de Maio, a polícia lançou bomba a um grupo de manifestantes, tendo causada a morte de 7 polícias e uns tantos manifestantes. Conta-se, igualmente, que nesta acção policial, 8 líderes operários foram presos e 4 foram enforcados.
A data tornou-se viral como Dia Internacional do Trabalhador em 1889, a quando da realização do II Congresso Internacional Socialista em Paris, onde foi decidido que o dia 1 de Maio seria o dia de luta mundial dos trabalhadores, em homenagem aos “Mártires de Chicago”. Após este Congresso, em 1890, foi realizada a primeira Celebração Internacional do Trabalhador, incluindo Portugal, que no ano seguinte, 1891, realizou a sua primeira comemoração na cidade do Porto.

O 1 de Maio em Angola

Em Angola, o 1 de Maio é celebrado como Dia Internacional do Trabalhador e feriado a partir de 1975, após o alcance da Independência e a constituição da Primeira República (1975-1992). Conta-se que antes deste período, sobretudo entre 1961-1974, o regime colonial, vigente na Segunda República Portuguesa, não concedia qualquer direito laboral aos indígenas, e era duramente reprimida qualquer tentativa de greve, uma vez que, em Angola, ainda se fazia sentir a existência do Trabalho Forçado e o contratado no campo laboral.

Com o alcance da independência, o novo governo de Angola, adoptou o dia 1 de Maio como o Dia do Trabalhador e o mesmo passou a ser visto como um dia de festa, mas também de lutas sindicais, protagonizadas pela UNTA-CS (União Nacional dos Trabalhadores Angolanos-Confederação Sindical), que era a central oficial. Conta-se tamém que, durante a Primeira República (1975-1992), a UNTA-CS era a única organização laboral legal.

Associado ao contexto, é importante lembrar que, no início, o tema de abordagem central em Angola era sobre a “emancipação do trabalhador e o fim do trabalho forçado colonial”. Entretanto, nos dias de hoje, o dia 1 de Maio em Angola é celebrado entre festas e reivindicações.

São realizados desfiles conjuntos entre a UNTA-CS e o governo, marchas em lugares chaves da cidade de Luanda, e noutras cidades e municípios de Angola, já com um maior número de organizações sindicais, cujas celebrações vão para além das expectativas do trabalhador, exigindo revisão salarial, o reajuste do salário mínimo e também no vigente, tanto na função pública como no privado. São exigidos igualmente mais oportunidades de emprego aos jovens e melhorias das condições laborais e humanas, o reconhecimento e a valorização profissional.

Em jeito de conclusão, juntando a componente histórica ao contexto real e actual dos trabalhadores, apelamos às entidades empregadoras e patronais que haja mais respeito e dignidade aos trabalhadores; que os Martires de Chicago de 1886 sejam lembrados como verdadeiros heróis, que lutaram a favor das 8 horas de jornada laboral, colocando um ponto final à exploração dos trabalhadores em todo o mundo; que as lutas de hoje possam servir como reforço e fonte de inspiração dos trabalhadores na conquista pelas melhores condições laborais em toda a dimensão do campo laboral e profissional.

Por: João Reis António

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