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Angola Participa do Fórum de Investimento em África que Qualificou o Corredor do Lobito como Exemplo Emblemático da Abordagem Americana em África

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O Centro para África do Think Tank norte-americano, Atlantic Council realizou no dia 16/0472026, a margem das reuniões de Primavera do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial, do Fórum de Investimento para África.

A República de Angola, fez-se presente com a Ministra das Finanças, Vera Daves de Sousa. o evento reuniu responsáveis governamentais, líderes empresariais, investidores e especialistas para discutir o financiamento do desenvolvimento, infra-estrutura, industrialização, inteligência artificial, integração regional e cadeias de abastecimento no continente africano.

Na sessão de abertura, foi sublinhado que África deve ser encarada não apenas como promessa futura, mas como prioridade económica imediata. Foi destacado que várias das economias com crescimento mais acelerado do mundo se encontram no continente e que o momento actual exige uma mudança de narrativa: de uma lógica centrada em ajuda para uma abordagem centrada em investimento, comércio, industrialização e criação de emprego.

Entre os principais intervenientes, destacou-se o discurso do Director Executivo da U.S. International Development Finance Corporation (DFC), Ben Black, que apresentou a visão da Administração Trump para África, baseada numa lógica de “trade, not aid”. Sublinhou que a D.F.C pretende apoiar projectos com relevância estratégica, especialmente nos sectores de infra-estrutura, energia, minerais críticos, tecnologia e logística, defendendo que o investimento privado é essencial para transformar economias africanas. Criticou ainda modelos de financiamento opacos e associados a endividamento insustentável, numa referência implícita à concorrência geopolítica da China.

No mesmo contexto, Ben Black apresentou o Corredor do Lobito como exemplo emblemático da abordagem americana em África, descrevendo-o como um projecto estratégico capaz de ligar a República Democrática do Congo e a Zâmbia ao Atlântico através de Angola, reduzir custos logísticos, melhorar a fiabilidade do transporte e criar uma rota ocidental segura para minerais críticos e comércio regional.

Segundo a intervenção, o financiamento da D.F.C permitirá ao Lobito Atlantic Railway atingir capacidade relevante de transporte, com impacto nos custos e na integração regional. O projecto foi apresentado como modelo de investimento transformador, com benefícios simultâneos para os parceiros africanos e para os interesses estratégicos dos EUA.

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A POSIÇÃO DE ANGOLA NA ASSEMBLEIA GERAL DA ONU EM DEFESA DE CUBA E O IMPACTO NAS RELAÇÕES COM OS EUA

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O Presidente João Lourenço no seu discurso na 81.ª Sessão da Assembleia Geral da ONU, ocorrido no dia 22 de Setembro de 2026, apelou ao levantamento do embargo norte-americano, contestou a classificação de Cuba como Estado patrocinador do terrorismo e recordou o contributo cubano para a libertação da África Austral.

A posição do Chefe de Estado angolano, mostra até que ponto a República de Angola consegue defender os seus compromissos históricos com Cuba ao mesmo tempo que aprofunda a sua parceria estratégica com EUA, dentro de um contexto de desinteligências entre os dois estados.

A República de Cuba, para além de ser um parceiro histórico importante para República de Angola, associado sobretudo à independência nacional representa, igualmente, à defesa da soberania, à formação de quadros e à cooperação nos sectores estratégicos como: na saúde, educação e segurança. Angola reconhece o papel cubano na luta contra o Regime do Apartheid.

Por sua vez, os EUA representam para Angola uma parceira estratégica relevante que ganha cada vez mais notoriedade, particularmente no financiamento de infraestruturas, investimento energético, comércio, segurança e desenvolvimento do Corredor do Lobito, projectos importante para os EUA na disputa geopolítica com a China.

O presidente João Lourenço, desde que assumiu o poder em 2017, tem mantido uma política externa de diversificação de parcerias estratégicas, sobretudo económica, independentemente do espectro ideológico do Estado e tem procurado preservar autonomia nas suas decisões internacionais, independentemente da profundidade das relações político/diplomática, sempre se posicionou a favor da soberania dos Estados.

Ademais, nas suas iniciativas de resolução de conflitos em África, Angola sempre defendeu que as divergências internacionais sejam resolvidas através das instituições internacionais e que as grandes potencias globais não podem utilizar a superioridade económica e política para impor decisões a países mais vulneráveis.
A relação de Angola com os EUA é analisada numa perspectiva de interesses estratégicos, no entanto, o discurso de João Lourenço não elimina estes interesses comuns, mas a posição angolana pode ser recebida negativamente por sectores mais radicais da Administração Trump sobretudo, os que defendem uma política mais restritiva em relação a Cuba, particularmente senadores norte-americanos de origem cubana, como: Marcos Rbio, Mario Díaz-Balart, Maria Elvina Salazar e Carlos Giménez.

Independentemente de qual venha a ser a reação da Administração Trump importa ressaltar que os EUA precisam de Angola para os seus interesses em África, tal qual Angola precisa dos EUA para a diversificação da economia. Assim sendo, a questão central não é escolher entre Cuba e os EUA. É evitar que uma divergência sobre Cuba se transforme numa condição de alinhamento obrigatório nas relações com EUA.

Esta distinção é especialmente relevante para Angola, que procura atrair investimento norte-americano sem abandonar a sua tradição diplomática de defesa da soberania dos Estados. A posição de João Lourenço pode até introduzir uma divergência política com EUA, mas não constitui, por si só, uma ruptura das relações bilaterais

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GOVERNO REFORÇA PLANO DE PROTEÇÃO E REGRESSO DE ANGOLANOS RESIDENTES NA ÁFRICA DO SUL

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O Governo de Angola reafirma o seu compromisso com a proteção e o bem-estar dos cidadãos angolanos no exterior, acompanhando de perto a situação da comunidade residente na África do Sul. Neste âmbito, realizou-se, na segunda-feira, 27 de julho, em Luanda, uma reunião multissectorial, dirigida pelo secretário de Estado para Administração, Finanças e Património do Ministério das Relações Exteriores, Osvaldo dos Santos Varela.

Durante o encontro, foi analisada a Proposta de Estratégia para a Evacuação de Cidadãos Angolanos Residentes na África do Sul, uma iniciativa preventiva concebida para assegurar assistência e criar condições para o regresso voluntário e seguro dos cidadãos que manifestem essa intenção. A medida surge em resposta aos recentes episódios de violência e ataques xenófobos registados naquele país, que têm afetado cidadãos estrangeiros, entre os quais angolanos. A reunião evidenciou a atuação coordenada do Executivo angolano, reunindo representantes de vários departamentos ministeriais com responsabilidades nas áreas da defesa, segurança, transportes, saúde e assistência social, numa demonstração da prioridade atribuída à salvaguarda dos interesses e da integridade dos cidadãos nacionais.

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Adão de Almeida corta regalias e aposta numa gestão mais austera na Assembleia Nacional

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O presidente da Assembleia Nacional, Adão Francisco Correia de Almeida, tem vindo a implementar um conjunto de medidas orientadas para a contenção de despesas e racionalização de recursos, desde que assumiu funções em Novembro de 2025.

Entre as decisões adoptadas, destaca-se a opção de não utilizar aeronaves da Presidência da República para deslocações oficiais ao exterior, contrariando a prática dos seus antecessores. Em alternativa, o líder do Parlamento angolano tem privilegiado viagens em voos comerciais regulares, com recurso à transportadora aérea nacional.

A mudança representa uma ruptura com o modelo seguido durante a presidência de Fernando da Piedade Dias dos Santos, que dispunha de meios protocolares mais alargados, incluindo aeronave dedicada e equipas avançadas para preparação logística das missões internacionais.

No actual mandato, Adão de Almeida dispensou igualmente o uso de batedores e reduziu significativamente o número de membros nas comitivas oficiais. Em Abril deste ano, por exemplo, deslocou-se a Maputo, em missão de diplomacia parlamentar, acompanhado apenas por um agente de segurança.

No plano interno, o presidente da Assembleia Nacional tem promovido a redução de custos operacionais, incluindo a decisão de não adquirir novas viaturas protocolares para os deputados. Apesar de ter direito a um veículo de representação, utiliza actualmente uma viatura antiga, pertencente anteriormente à Comissão Nacional Eleitoral.

Fontes parlamentares indicam ainda que foram resolvidas pendências administrativas envolvendo deputados da UNITA, relacionadas com direitos e benefícios, situação que se arrastava há vários anos.

Outra medida relevante foi a operacionalização da TV Parlamento. O projecto, concluído tecnicamente desde 2024, encontrava-se inactivo devido a alegadas limitações financeiras. Após assumir funções, Adão de Almeida determinou o início das emissões com os meios existentes, tendo inaugurado oficialmente o canal institucional em Maio de 2026.

As acções enquadram-se numa estratégia de gestão mais austera e funcional dos recursos públicos afectos à Assembleia Nacional.

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