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Significado estratégico da presidência de João Lourenço na União Africana

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Escrevi um artigo no início do mandato em que dizia: “o orgulho é de todos os angolanos e os desafios que se avizinham são colectivos”. No entanto, sem politizar o tema, ao terminar a presidência de Angola na União Africana sob a liderança do Presidente João Lourenço, gostaria de fazer um balanço, ainda que ténue e muito pessoal.

Na realidade, os doze meses à frente da União Africana representaram muito mais do que o cumprimento de um mandato rotativo. Embora algumas vozes dissonantes e menos atentas não tenham compreendido, o que estava em jogo era a afirmação de Angola no contexto internacional, sobretudo pela forma activa como exerceu essa liderança. Teremos de reconhecer, goste-se ou não de João Lourenço, a força, a persistência e a acutilância com que conduziu esse processo. Foi, de facto, um momento de afirmação política, diplomática e estratégica que reposicionou o país no xadrez continental e internacional.

Pela primeira vez em muitos anos, Angola não foi apenas observadora dos grandes acontecimentos africanos. Tornou-se protagonista num cenário conturbado, marcado por uma conjuntura económica mundial difícil e por um continente atravessado por instabilidade política, conflitos armados e desafios económicos profundos. O foco foi colocado, de forma clara, na paz, na segurança alimentar, na defesa da ordem constitucional e na cooperação regional.

Um dos maiores ganhos deste período foi o reforço da imagem de Angola como mediadora de conflitos. A actuação na região dos Grandes Lagos, especialmente no diálogo entre países com tensões históricas, consolidou a percepção de que Angola pode desempenhar um papel relevante, apoiando-se numa trajectória marcada pela superação de um longo conflito interno e pela construção de uma estabilidade política que hoje serve de referência para outros contextos africanos.

Por: Ramiro Barreira

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Papa Leão XIV chega a Angola á 18 de Abril para uma visita apostólica de quatro dias.

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Papa Leão XIV chega a Angola no próximo dia 18 de Abril deste ano, para uma visita apostólica de quatro dias.

Segundo um comunicado da Presidência da República, que o Jornal de Angola Online teve acesso, Sua Santidade Leão XIV visitará especificamente Luanda (Muxima) e Lunda-Sul (Saurimo).

Trata-se da sua primeira deslocação no continente africano.

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Obras do novo Hospital Americo Boavida concluídas no primeiro semestre de 2027

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As obras de requalificação e ampliação do novo Hospital Américo Boavida, em Luanda, apresentam uma taxa de execução física na ordem dos 41 por cento, cuja previsão para a entrada em funcionamento está aprazada para o primeiro semestre de 2027.

Os dados foram avançados, esta sexta-feira, durante uma visita efectuada às obras pelo ministro das Obras Públicas, Urbanismo e Habitação, Carlos dos Santos, e a ministra da Saúde, Sílvia Lutucuta.

O director-geral do Laboratório de Engenharia de Angola (LEA), Fernando Bonito, reiterou à imprensa que a demolição do antigo edifício foi precedida de exames laboratoriais rigorosos e de uma avaliação estrutural exaustiva.

Explicou, também, que foram realizados ensaios não intrusivos, análises à durabilidade do betão, verificação de fissuras e avaliação do comportamento estrutural do edifício piso a piso, tendo os resultados demonstrado elevados níveis de degradação, sem garantias de segurança para pacientes, profissionais e visitantes.

Acrescentou, igualmente, que o relatório técnico final recomendou a demolição como a solução mais segura e responsável.

Por sua vez, Carlos dos Santos sublinhou que a decisão foi “estritamente técnica e sustentada em pareceres especializados”, esclarecendo que Governo não tomou esta decisão de ânimo leve. “Houve estudos aprofundados conduzidos pelo Laboratório de Engenharia de Angola que concluíram que a estrutura apresentava comprometimentos graves”.

Já a ministra da Saúde, Sílvia Lutucuta, afirmou que o novo Hospital Américo Boavida será uma unidade de referência nacional de III Nível, preparada para responder a casos de elevada complexidade clínica e terá uma capacidade para mais de 400 camas.

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Gala solidária pretende apoiar mulheres com fístula obstétrica

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Uma gala solidária, denominada “Vozes que Curam”, vai ser realizada, no próximo dia 8 de Março, em Luanda, para apoiar mulheres com fístula obstétrica.

Segundo uma nota, enviada ao JA Online, a iniciativa, organizada pela Chazon Media Cristã, busca angariar fundos para apoiar o tratamento e a reintegração social de mulheres com a referida doença.

Provocada maioritariamente por partos prolongados, sem acompanhamento médico adequado, a fístula obstétrica causa incontinência crónica, infecções, dor física e profundas consequências psicológicas e sociais, levando muitas mulheres ao isolamento, à exclusão e à perda de dignidade. 

O documento refere, igualmente, que o valor arrecadado na gala solidária servirá para o financiamento de cirurgias, cuidados pós-operatórios, apoio psicológico e programas de reintegração comunitária.

Apesar de ser uma condição totalmente evitável, a fístula obstétrica continua a afectar milhares de mulheres em Angola – as estimativas apontam para pelo menos oito mil, sobretudo em zonas com acesso limitado a cuidados de saúde materna, conclui a organização.

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