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Internacional

Moçambique: FMI quer ver para crer nas reformas de Chapo

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O Fundo Monetário Internacional (FMI) alerta que Moçambique necessita urgentemente de reformas estruturais. Economistas dizem que o Governo do Presidente Daniel Chapo tem de pôr mãos à obra.


Economistas ouvidos pela DW África alertam para os riscos reputacionais de Moçambique, após a divulgação do último relatório do Fundo Monetário Internacional (FMI).

O Presidente Daniel Chapo prometeu reformas, mas, para já, o FMI afirma que os desafios do país continuam enormes, com destaque para a dívida pública, os desequilíbrios fiscais e a necessidade de maior transparência. 

Moçambique precisa de financiamento adicional

O economista Gabriel Manguele considera que o relatório do Fundo pode ter implicações sobre a capacidade de Moçambique de mobilizar financiamento adicional.

Segundo Manguele, Moçambique já está financeiramente frágil e com dificuldade crescente para se financiar, e será preciso apertar o cinto para evitar uma crise antes de 2030: “Este diagnóstico piora a nossa posição enquanto devedores. Isto tem custos reputacionais, apesar de ser verdade”, afirma.

Para o economista, é imperativo que o Estado prepare o terreno nos próximos 12 meses para implementar reformas que melhorem a avaliação externa: “Até lá, é importante conseguirmos implementar reformas estruturantes que nos permitam ter uma avaliação melhor para que possamos projetar para o mundo uma imagem melhor”, diz.

Por outro lado, o economista Firmino Xavier recorda que Moçambique ainda sofre as consequências de ter estado na lista cinzenta do Grupo de Ação Financeira (GAFI), de branqueamento de capitais. O país terá conseguido sair em outubro passado dessa lista, mas há muitas outras questões ainda por resolver. Nomeadamente: “Fatores como a sustentabilidade da dívida, reformas estruturais credíveis, transparência fiscal e volatilidade a choques externos”.  Esses fatores explicam a avaliação negativa do FMI, segundo Firmino Xavier.

Ainda há margem para leitura mais positiva

O analista financeiro Dereck Mulatinho apresenta uma leitura mais otimista. Segundo ele, ainda há espaço para alcançar uma avaliação positiva. O analista recomenda medidas concretas, entre elas “acelerar auditorias para detetar funcionários fantasmas, alargar a base tributária, combater a evasão fiscal e fortalecer o sector privado.”

Dereck Mulatinho avança ainda que “o alargamento da base tributária, considerando que mais de 50% da economia está no setor informal, deve ser acompanhado de medidas que garantam que essa parte da economia migre para o setor formal”.

FMI reconhece esforços para reduzir défice

Entretanto, também há pontos positivos. O FMI estima que o défice orçamental tenha saído de dos 6,2 % em 2024 para 4,5% em 2025; prevê ainda um crescimento económico moderado em torno de 2%. Mas recomenda ao Governo a implementação de um pacote abrangente de reformas para consolidar a estabilidade macroeconómica e lançar bases para um crescimento mais forte e duradouro

Os economistas ouvidos pela DW – uns mais, outros menos pessimistas – exprimem uma dúvida: Será que Moçambique conseguirá implementar as reformas estruturais pedidas pelo FMI nos próximos 12 meses?

Internacional

Angola participa na 1330ª reunião do conselho de paz e segurança da união africana sobre a situação no Sudão e na Somália

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A República de Angola participou no dia 12/02/2026, da 1330ª Reunião do Conselho de Paz e Segurança da UA sobre a situação no Sudão e na Somália, em Addis-Abeba/Etiópia

A reunião realizada à margem da 48ª Sessão Ordinária do Conselho Executivo da União Africana, foi presidido   pelo Ministro dos Negócios Estrangeiros, Emigração e Expatriados Egípcios da República Árabe do Egipto Badr Abdelatty, na sua qualidade de Presidente do PSC para Fevereiro de 2026 e serviu para a análise da situação no Sudão e na Somália e das operações da Missão de Apoio e Estabilização da UA na Somália (AUSSOM).

Durante o certame o Ministro das Relações Exteriores, Téte António, apresentou a posição de Angola em relação a situação e considerou a instabilidade nas fronteiras com o Chade, Sudão do Sul e Etiópia, bem como os riscos para a segurança do Mar Vermelho, configuram uma ameaça directa à paz e segurança continentais, no quadro da Arquitectura Africana de Paz e Segurança.

A República de Angola a acompanhar, com profunda preocupação a situação humanitária na região, que se deteriora de forma alarmante, estimando-se em cerca de 21 milhões de pessoas a necessitarem de assistência urgente, com níveis catastróficos de insegurança alimentar no Darfur do Norte, assim como graves violações dos direitos humanos, agravadas pelo uso crescente de meios bélicos avançados com impacto devastador sobre civis.

A posição de Angola é que o trânsito de armamento e a exploração ilícita de recursos naturais sudaneses merecem firme desaprovação e que tais condutas fragilizam a autoridade deste Conselho, bem como comprometem a solidariedade africana e a credibilidade colectiva do continente africano.

A República de Angola reafirma a urgente necessidade que a União Africana exerça plenamente a sua liderança política e coordenadora, assegurando a harmonização dos esforços de mediação em torno de um cessar-fogo imediato e verificável, acesso humanitário irrestrito e um processo político inclusivo, de apropriação sudanesa.

De igual modo, realçar a necessidade da revitalização do Comité Ad-Hoc Presidencial, considerando também essencial o envio de uma missão de campo do Conselho de Paz e Segurança ao Sudão, a fim de reforçar o engajamento político e avaliar a situação no terreno.

A República de Angola tem mostrado apoio as iniciativas políticas desenvolvidas pelos Estados Federais, sobre a implementação do Plano de Estabilização e Desenvolvimento da Somália, que busca consenso sobre a partilha de poder, sobre recursos e sobre o federalismo fiscal.

Noutra perspectiva, a República de Angola mostra-se preocupada com a persistente falta de consenso político no Parlamento da República Federal da Somália relativamente ao processo de Revisão Constitucional, sublinhando a necessidade de um diálogo político inclusivo entre todos os actores somalis, com vista à superação da Constituição Provisória de 2012.

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Novas tarifas globais impostas por Donald Trump entram hoje em vigor

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As novas tarifas globais de 15% propostas pelo Presidente dos Estados Unidos da América, Donald Trump, entram, hoje, em vigor.

Essa nova sobretaxa, cujo decreto foi assinado, na sexta-feira, busca substituir as taxas alfandegárias indiscriminadas que existiam até então, bem como aquelas previstas nos diversos acordos comerciais assinados desde então com a maioria dos principais parceiros do país, avança a Lusa.

No entanto, isso não substitui as chamadas taxas alfandegárias sectoriais, que variam de 10% a 50% em diversos sectores de actividade, como cobre, automóveis ou madeira para construção.

Donald Trump já avisou, entretanto, que todos os países devem cumprir os acordos de tarifas que tenham aceite, apesar da decisão do Supremo Tribunal dos EUA que derrubou muitas das tarifas sobre importações.

No sábado, o Presidente dos EUA anunciou que a nova tarifa alfandegária global iria aumentar de 10% para 15%, “com efeito imediato”, conclui a mesma fonte.

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Filho de Mugabe acusado de tentativa de homicídio na África do Sul

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O filho do ex-Presidente do Zimbabwe, Robert Mugabe, está a ser acusado de tentativa de homicídio, após um tiroteio em sua casa, em Joanesburgo, na semana passada.

Segundo a agência de notícias Associated Press (AP), Bellarmine Chatunga Mugabe, de 29 anos, e Tobias Mugabe Matonhodze, de 33 anos, enfrentam, ainda, duas acusações adicionais de obstrução da justiça e posse ilegal de arma de fogo.

Essas acusações estão relacionadas com a arma de fogo, que se acredita ter sido usada durante o tiroteio, quando um funcionário da casa dos Mugabe, no subúrbio de Hyde Park, em Joanesburgo, foi baleado, na quinta-feira da semana passada, o que levou à sua hospitalização.

Os dois acusados compareceram no Tribunal de Magistrados de Alexandra e voltarão a comparecer em 3 de Março para fazer uma solicitação formal da fiança.

De acordo com as autoridades, a arma usada durante o tiroteio não foi encontrada desde que os dois homens foram detidos na quinta-feira, avança a mesma fonte.

A polícia identificou a pessoa que foi baleada como o jardineiro da casa e disse que houve uma “desavença”, embora o motivo ainda não fosse claro.

Bellarmine Chatunga Mugabe é o filho mais novo de Robert Mugabe e de sua segunda mulher, Grace Mugabe.

Robert Mugabe, que liderou o Zimbábue por 37 anos antes de ser deposto num golpe em 2017, morreu dois anos depois em Singapura, onde estava a receber tratamento médico, aos 95 anos, reporta a Lusa.

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