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Angola e Venezuela discutem prioridades e protecção dos direitos humanos

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Photo: Shutterstock

Angola e a Venezuela discutiram, terça-feira, em Genebra, na Suíça, as prioridades comuns face aos desafios globais contemporâneos, bem como a promoção e a protecção dos direitos humanos.

A conversa foi mantida entre o ministro das Relações Exteriores, Téte António, e o homólogo venezuelano, Yvan Gil Pinto, à margem do Segmento de Alto Nível da 61.ª Sessão do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas, informa uma nota enviada ao JA Online.

Durante a conversa, ambas entidades abordaram temas de interesse bilateral e global, reiterando o compromisso com o multilateralismo, a cooperação Sul-Sul e o fortalecimento das relações diplomáticas entre Angola e a Venezuela. 

Os dois ministros também destacaram a importância de aprofundar mecanismos de diálogo político e de parceria concreta para projectos de cooperação que beneficiem os povos. 

O momento serviu, ainda, para Yvan Gil Pinto fazer um rescaldo dos actuais acontecimentos do seu país, sublinhando os esforços contínuos do Governo venezuelano para alcançar um retorno à normalidade política e institucional e apresentou as medidas em curso para promover a estabilidade interna face aos desafios que aquele território enfrenta no cenário político e diplomático contemporâneo.

As delegações de Angola e da Venezuela permanecerão activas ao longo da Sessão do Conselho de Direitos Humanos, participando em debates e em iniciativas que promovam os valores do diálogo, da paz, da justiça social e do respeito pelas normas internacionais de direitos humanos.

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Angola Participa do Fórum de Investimento em África que Qualificou o Corredor do Lobito como Exemplo Emblemático da Abordagem Americana em África

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O Centro para África do Think Tank norte-americano, Atlantic Council realizou no dia 16/0472026, a margem das reuniões de Primavera do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial, do Fórum de Investimento para África.

A República de Angola, fez-se presente com a Ministra das Finanças, Vera Daves de Sousa. o evento reuniu responsáveis governamentais, líderes empresariais, investidores e especialistas para discutir o financiamento do desenvolvimento, infra-estrutura, industrialização, inteligência artificial, integração regional e cadeias de abastecimento no continente africano.

Na sessão de abertura, foi sublinhado que África deve ser encarada não apenas como promessa futura, mas como prioridade económica imediata. Foi destacado que várias das economias com crescimento mais acelerado do mundo se encontram no continente e que o momento actual exige uma mudança de narrativa: de uma lógica centrada em ajuda para uma abordagem centrada em investimento, comércio, industrialização e criação de emprego.

Entre os principais intervenientes, destacou-se o discurso do Director Executivo da U.S. International Development Finance Corporation (DFC), Ben Black, que apresentou a visão da Administração Trump para África, baseada numa lógica de “trade, not aid”. Sublinhou que a D.F.C pretende apoiar projectos com relevância estratégica, especialmente nos sectores de infra-estrutura, energia, minerais críticos, tecnologia e logística, defendendo que o investimento privado é essencial para transformar economias africanas. Criticou ainda modelos de financiamento opacos e associados a endividamento insustentável, numa referência implícita à concorrência geopolítica da China.

No mesmo contexto, Ben Black apresentou o Corredor do Lobito como exemplo emblemático da abordagem americana em África, descrevendo-o como um projecto estratégico capaz de ligar a República Democrática do Congo e a Zâmbia ao Atlântico através de Angola, reduzir custos logísticos, melhorar a fiabilidade do transporte e criar uma rota ocidental segura para minerais críticos e comércio regional.

Segundo a intervenção, o financiamento da D.F.C permitirá ao Lobito Atlantic Railway atingir capacidade relevante de transporte, com impacto nos custos e na integração regional. O projecto foi apresentado como modelo de investimento transformador, com benefícios simultâneos para os parceiros africanos e para os interesses estratégicos dos EUA.

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Ministério da Defesa de Angola Assina Acordo de Cooperação com a Guarda Nacional do Estado de Ohio/EUA

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O Ministério da Defesa de Angola assinou dia 09 de abril de 2026, um acordo de cooperação com a Guarda Nacional do Estado de Ohio/EUA, no âmbito do chamado Programa de Parceria Estatal (State Partnership Program).

O acordo foi assinado pelo Ministro da Defesa e dos Veteranos da Pátria de Angola, João Ernesto dos Santos e pelo Governador de Ohio, Mike DeWine.   Trata-se de uma cooperação de segurança e desenvolvimento institucional, que inclui a troca de experiências militares, treinos conjuntos e exercícios, cooperação em áreas como: saúde militar cibe-segurança gestão de emergências liderança e intercâmbio entre líderes civis e militares

Ressaltar que não se trata de uma aliança militar formal, mas de uma cooperação técnica e estratégica de longo-prazo que poderá ajudar a fortalecer as capacidades das Forças Armadas angolanas, assim como as relações políticas e institucionais com os EUA. A iniciativa é baseada nas experiências de parcerias já existentes com a Hungria, desde 1993, e com a Sérvia, desde 2006.

Actualmente, o Programa de Parceria Estadual do Departamento de Defesa dos EUA envolve 115 nações, cada uma com uma Guarda Nacional estadual ou territorial dos EUA designada como mentora e parceira da nação afiliada. Essa expansão da parceria para incluir Angola eleva para 26 o número de nações africanas participantes do Programa de Parceria Estadual.

O programa, criado na década de 1990 para auxiliar as antigas nações do Pacto de Varsóvia e do Leste Europeu a se libertarem da influência soviética/Rússia, baseia-se no estabelecimento de parcerias militares entre as Forças Armadas pela Guarda Nacional, que se expandem para relações entre militares e civis. Em sua essência, o Programa de Parceria Estadual promove as intenções de cooperação em segurança regional dos EUA e os objectivos do Departamento de Defesa, ao mesmo tempo que apoia importantes objectivos governamentais, económicos, educacionais e sociais.

Com a referida iniciativa, os EUA ganham acesso institucional contínuo às Forças Armadas Angolanas enquanto que Angola passa a ter formação, doutrina e treino com padrão militar norte-americano sem, necessariamente, permitir estacionamento de bases militares norte-americanas no território angolano.

Por outro lado, do ponto de vista geopolítico, a República de Angola encontra-se em região crítica, o Golfo da Guiné, considerada uma rota importante para o escoamento de petróleo e comércio marítimo internacional, que poderá ganhar maior importância com o Corredor do Lobito. No entanto, importa destacar que o Golfo da Guiné é uma zona que encerra vários desafios tais como a pirataria marítima e tráfico marítimoe, por conseguinte, Angola precisar melhorar a sua capacidade de vigilância e patrulhamento.

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Angola melhora a sua classificação no índice de percepção global de corrupção 2025

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Segundo o relatório anual sobre a percepção de corrupção de 2025, divulgado pela Transparency International em Fevereiro/2026, a República de Angola melhorou a sua classificação de 121º para 120ª em um universo de 182 países avaliados. Está posição garante a República de Angola, 32 dos 100 possíveis.

Apesar desta posição colocar Angola abaixo da média global no combate à corrupção, a evolução demostra a perspicácia e a determinação da Administração Lourenço na luta contra à corrupção em um contexto global em que a tendência recai para o aumento da corrupção.  

Segundo o mesmo relatório a tendência global para 2025 foi negativa o que significa dizer que o mundo está a piorar em termos de percepção de corrupção. A média global caiu para 42 pontos, a menor pontuação em mais de uma década. Mais de 2/3 dos países (122 de 182) pontuam abaixo de 50, sinalizando que a maioria enfrenta problemas sérios de corrupção. A redução desta média indica uma erosão global de liderança e mecanismos de transparência.

Mesmo em democracias tradicionais como Reino Unido, França e EUA, os resultados, mostraram a queda da pontuação destes países, reflectindo preocupações com os mecanismos de fiscalização e menor confiança pública.

Diante deste cenário acredita-se que entre os factores associados ao aumento da corrupção ou à sua percepção incluem a centralização do poder e enfraquecimento de instituições independentes, a restrição de espaço cívico e da liberdade de imprensa, a falta de transparência em processos públicos e financiamento político. De igual modo, a retracção da Administração Trump em matéria ligadas à corrupção global elevaram os níveis de corrupção no mundo.

TENDÊNCIA DE EVOLUÇÃO DE ANGOLA DE 2017 A 2025

Os dados mostram que Angola tem melhorado gradualmente no Índice de Percepção da Corrupção desde 2017, resultado da política anticorrupção do Presidente João Lourenço iniciada após assumir a presidência de Angola em 2017. Porém, apesar do balanço ter resultados positivos e visíveis, os níveis ainda permanecem baixos no cenário global, reflectindo desafios persistentes no combate à corrupção com particular atenção ao sector público.

Importa ressaltar que a República de Angola já chegou a ter um valor mínimo de Índice de Percepção da Corrupção (CPI) de 15 pontos em 2015, indicando percepções muito altas de corrupção no país. O advento da chegada do Presidente João Lourenço permitiu uma ascensão que elevou o valor máximo histórico a 33 pontos em 2022-2023[1], considerado uma progressão clara de crescimento no índice.

Esse crescimento deveu a uma luta destemida da Administração Lourenço que entre os principais resultados apontados como sucesso ressalta-se o início de investigações e processos contrafiguras influentes e altos dirigentes e empresários ligados ao antigo sistema político-económico, quebrando a percepção de impunidade entre elites.

Permitiu, igualmente, a recuperação de activos do Estado através de programas para repatriar capitais e bens obtidos de forma ilícita, com alguns valores e propriedades retornando ao controlo público. A agenda anticorrupção ajudou a reposicionar Angola junto de investidores e parceiros externos, sinalizando maior compromisso com transparência e melhorou significativamente a imagem internacional.

A política anticorrupção produziu sinais concretos de ruptura com práticas passadas e ganhos reputacionais, mas o sucesso pleno depende de continuidade, aplicação uniforme da lei e melhorias perceptíveis na economia e nos serviços públicos.

A política anticorrupção é vista como uma das marcas do governo de João Lourenço, no entanto a percepção actual é que nos últimos anos o Presidente João Lourenço flexibilizou a luta contra corrupção devido a ausência de apoio dentro do Partido, resistência e contra-narrativas, especialmente por parte de sectores afectados por investigações, processos judiciais ou perda de influência, que estrategicamente coordenam activistas e jornalistas para manchar a imagem do João Lourenço e a luta contra corrupção

Contexto regional, em África, a maior parte dos países ficaram com pontuação abaixo da média no CPI 2025, reflectindo persistentes dificuldades com transparência, governança e instituições públicas eficazes, associados as vezes a conflitos armados, insegurança e agitação civil. Apenas 4 países na África subsariana (Seychelles, Cabo Verde, Ruanda e Bostwana) estão acima dos 50 pontos


 

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